Crise na Venezuela

Brasileiros relatam momentos de medo após terremotos em Caracas

Os terremotos gêmeos de quarta-feira assustaram brasileiros radicados no país vizinhos, que viveram momentos de tensão e apreensão

Reynaldo Gonzales mora mora em Caracas há um ano com a família:
Reynaldo Gonzales mora mora em Caracas há um ano com a família: "Muita preocupação" - (crédito: Arquivo pessoal)

Brasileiros na Venezuela tiveram momentos de tensão durante os terremotos gêmeos. Mônica Gentil, 64, natural do Rio de Janeiro e moradora de Caracas, vive na Venezuela há 33 anos e jamais presenciou uma situação parecida. "Reação de desespero total. Nunca tínhamos vivido isso. Ver as prateleiras caindo foi bastante complicado. A situação no meu município, no momento, está calma. Agora, estamos tratando de ajudar as pessoas que precisam, mas ainda com muito medo, porque as réplicas continuam acontecendo", contou Mônica ao Correio

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Reynaldo Gonzales da Silva, de São Paulo, mora na Venezuela há um ano, com a família. Na noite de quarta-feira, ele estava em Margarita. A esposa, grávida, estava com a filha, em Caracas. "A gente fica superpreocupado, porque só escuta os gritos e vê as pessoas sem saber o que fazer. Em nenhum momento fiquei sem comunicação com elas, mas, no meu caso, ficou um sentimento de impotência, de não poder estar perto de quem eu amo para ajudar em um momento crítico", relatou. 

Solidariedade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou o compromisso do Brasil em colaborar com os esforços de recuperação das regiões atingidas e destacou a relação de proximidade entre os dois países. "Reafirmo nossa determinação em apoiar o governo da presidenta encarregada, Delcy Rodríguez, na recuperação de áreas afetadas desse país irmão, cujo povo tem dado provas de grande resiliência frente às adversidades", disse.

Em nota publicada nas redes sociais, Lula manifestou solidariedade aos venezuelanos, afirmou que recebeu as informações sobre o desastre com preocupação e informou ter determinado ao Ministério das Relações Exteriores o acompanhamento da situação, para avaliar eventuais ações de assistência humanitária.

"Tomei conhecimento, com grande preocupação e consternação, dos impactos causados pelo terremoto que atingiu a Venezuela. Instruí o Ministério das Relações Exteriores que avalie, com a embaixada em Caracas, a situação no país e as medidas de assistência que o Brasil possa adotar", escreveu ele.

Em nota oficial, o Itamaraty lamentou as consequências da tragédia. "O governo brasileiro manifesta pesar pelas perdas causadas em decorrência dos terremotos que atingiram o território da Venezuela", diz o texto. "Até o momento, os sismos resultaram em danos à infraestrutura local e deslocamento de contingentes populacionais.

O MRE informou que, até a tarde de ontem, não havia registro de brasileiros entre as vítimas. O órgão ratificou que o plantão consular permanece disponível para prestar assistência a cidadãos brasileiros que eventualmente necessitem de apoio. A Embaixada do Brasil em Caracas pode ser contatada pelo telefone 58 414-3723337, e o plantão consular do Itamaraty, em Brasília, atende pelo número 55 (61) 98260-0610.

  • Mônica Gentil
    Mônica Gentil Foto: Arquivo pessoal
  • Leomarys Leon
    Leomarys Leon Foto: Arquivo pessoal
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postado em 26/06/2026 03:00 / atualizado em 26/06/2026 05:22
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