AJUDA HUMANITÁRIA

FAB desembarca na Venezuela com equipes de resgate neste sábado

Tragédia causada por dois terremotos já soma 920 mortes confirmadas, incluindo a de uma modelo brasiliense

Kits de calamidade enviados pelo governo federal somam 111,8 mil medicamentos -  (crédito: Cel Garcez/CECOMSAER)
Kits de calamidade enviados pelo governo federal somam 111,8 mil medicamentos - (crédito: Cel Garcez/CECOMSAER)

A missão humanitária enviada pelo Brasil para auxiliar as vítimas dos terremotos na Venezuela já está em solo venezuelano. A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que a aeronave KC-390 Millennium chegou à Base Militar da Força Aérea Venezuelana El Libertador, em Maracay, neste sábado (27/6), levando equipes especializadas em busca e resgate, médicos, cães farejadores e equipamentos destinados às operações de salvamento.

A mobilização foi coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, e reúne profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, militares dos Corpos de Bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A previsão é que a equipe permaneça na Venezuela por 15 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período, conforme a evolução dos trabalhos.

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Missão avança com novo embarque 

A primeira etapa da operação foi concluída na sexta-feira (26/6), quando uma aeronave KC-390 Millennium decolou da Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, e pousou na Base Militar El Libertador, em Maracay. O voo levou 12 toneladas de suprimentos e 44 militares, entre especialistas em Busca e Resgate Urbano da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), bombeiros militares de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e equipes médicas.

A missão também conta com cães farejadores treinados para localizar vítimas sob os escombros, entre eles o cão Tsunami, que atua em operações de resgate desde 2017.

Já o segundo voo decolou às 11h deste sábado (27/6), da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, transportando um hospital de campanha da Marinha, 48 militares e 100 purificadores de água movidos a energia solar, capazes de tratar até 5 mil litros de água por dia.

Um terceiro embarque está previsto para a tarde deste sábado. A aeronave levará kits de medicamentos e módulos complementares que ampliarão a estrutura hospitalar enviada pelo Brasil.

Medicamentos e estrutura de atendimento 

Em nota, o governo federal informou que a ajuda humanitária inclui antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis e materiais de uso hospitalar, como gazes, seringas, luvas e máscaras.

"Ao todo, o Brasil enviará cinco kits de calamidade, com total de 111,8 mil medicamentos e insumos à Venezuela. Com os kits, cerca de 1.500 pessoas podem receber atendimento durante um mês. As doações ao país vizinho não comprometem o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS)", informou o comunicado.

Mortes passam de 900

A tragédia começou na noite de quarta-feira (24), quando dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram a região a oeste de Caracas com menos de um minuto de intervalo. A atividade sísmica é atribuída à localização da Venezuela na zona de encontro entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul, uma área historicamente sujeita a grandes terremotos.

O balanço oficial mais recente, divulgado na sexta-feira (26), contabiliza 920 mortes, entre elas a da modelo brasileira Vanessa Zacarias da Silva, natural do Distrito Federal. Também foram registrados 3.360 feridos, 172 desaparecidos sob os escombros e mais de 4 mil pessoas desabrigadas.

Esforço internacional

A expectativa é de que a missão brasileira permaneça na Venezuela por 15 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período, de acordo com a evolução das operações de resgate.

O Brasil integra uma força internacional de assistência formada também por equipes do México, Chile, El Salvador, Estados Unidos, Catar, Espanha e organismos vinculados à Organização das Nações Unidas (ONU).

Em paralelo, brasileiros e venezuelanos que vivem em Roraima organizaram campanhas para arrecadar alimentos e outros donativos destinados às vítimas.

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postado em 27/06/2026 11:43
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