
A Torre Eiffel ficou 10 centímetros mais alta durante a intensa onda de calor que atinge a Europa. O aumento temporário da altura do monumento é consequência da dilatação térmica, fenômeno físico que faz o ferro se expandir quando submetido a temperaturas elevadas. Com o retorno do clima ameno, a estrutura volta gradualmente às dimensões normais.
Construída com cerca de 7.300 toneladas de ferro pudlado, a torre reage naturalmente às variações de temperatura. Em dias de calor extremo, o metal se expande, provocando um aumento na altura do monumento. A mudança faz parte do comportamento esperado da estrutura e foi considerada pelos engenheiros desde sua construção.
Além da altura, a Torre pode sofrer uma pequena inclinação ao longo do dia. Isso ocorre porque um dos lados da estrutura recebe mais radiação solar que o outro, fazendo com que a expansão ocorra de forma desigual. Esse deslocamento é discreto, e não representa risco para visitantes nem compromete a estabilidade do momento.
O fenômeno ganhou destaque em meio à onda de calor que atinge diversos países europeus. França, Espanha, Portugal, Itália e outras nações enfrentam temperaturas excepcionalmente elevadas, com alertas emitidos pelas autoridades devido aos riscos para a saúde da população, incêndios florestais e impactos em infra-estruturas. Em Paris, os termômetros se aproximam dos 40ºC, cenário que favoreceu a expansão da estrutura metálica da Torre Eiffel.
Atualmente com cerca de 330 metros de altura, incluindo a antena instalada no topo, a Torre Eiffel passa por inspeções e manutenções periódicas para preservar sua integridade. Especialistas destacam que a dilatação térmica é um comportamento comum em grandes estruturas metálicas e ocorre também em pontes, trilhos ferroviários e edifícios, razão pela qual esses projetos já são concebidos levando em conta as variações provocadas pelo calor e pelo frio.

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