
A Venezuela recebeu, nesta terça-feira (30/6) uma nova remessa de ajuda humanitária do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para reforçar o atendimento às vítimas dos terremotos que atingiram o país em 24 de junho. O carregamento, de 47 toneladas, desembarcou vindo de Copenhague, na Dinamarca, e integra a operação emergencial montada para minimizar os impactos do maior evento sísmico registrado no território venezuelano em mais de cem anos.
A carga reúne materiais de saúde, saneamento, educação e proteção infantil e será utilizada para atender parte da população afetada pela tragédia. A entrega ocorre poucos dias após o envio de outras 20 toneladas de insumos provenientes do Panamá. Juntas, as duas remessas deverão beneficiar mais de 100 mil pessoas nos próximos três meses.
De acordo com a Unicef, cerca de 680 mil crianças necessitam de assistência urgente nos seis estados mais atingidos pelos terremotos. O cenário permanece delicado em razão dos mais de 600 tremores secundários registrados desde o desastre, o que levou muitas famílias a deixarem suas casas por receio de novos desabamentos. A crise também comprometeu serviços essenciais. Hospitais seguem sobrecarregados, enquanto o fornecimento de água potável foi interrompido em diversas localidades, aumentando o risco de doenças e dificultando o atendimento à população.
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Entre os itens enviados estão kits médicos para atendimentos de emergência, materiais destinados a partos seguros e cuidados com recém-nascidos, equipamentos para tratamento e armazenamento de água, tendas para instalação de espaços seguros destinados às crianças, materiais recreativos para apoiar a recuperação psicossocial e equipamentos de mobilidade, como cadeiras de rodas. "Essa remessa não poderia chegar em um momento mais crítico. As famílias têm necessidade urgente de água segura e serviços de saúde", afirmou Roberto Benes, diretor regional da Unicef para a América Latina e o Caribe.
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Embora a chegada dos suprimentos represente um reforço importante às ações de socorro, a Unicef afirma que a resposta humanitária enfrenta limitações financeiras. A agência calcula que são necessários US$ 52 milhões para atender às demandas geradas pelos terremotos. Antes da tragédia, o plano humanitário para a Venezuela já registrava um déficit de recursos, com apenas 35% do orçamento previsto garantido.
Para viabilizar as primeiras ações de emergência, a Unicef destinou US$ 3,5 milhões de seus fundos internos, permitindo o rápido envio de equipes e de materiais essenciais às regiões atingidas.

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