
O Tribunal Regional da Capital de Budapeste, condenou um irlandês de 38 anos a 14 anos de prisão pelo assassinato da enfermeira norte-americana Mackenzie Michalski, de 31. A sentença foi anunciada nesta quarta-feira (8/7) juntamente com a decisão, de que, após cumprir a pena, o condenado será expulso da Hungria.
O nome do réu não foi divulgado pelas autoridades húngaras, seguindo a legislação local sobre identificação de acusados. O caso ganhou grande repercussão internacional após a morte da turista que viajava sozinha e desapareceu após uma noite de curtição.
Crime aconteceu após encontro
Segundo comunicado da policia, Mackenzie conheceu o irlandês em uma boate no centro de Budapeste, na madrugada de 5 de novembro de 2024. Os dois passaram a noite juntos, e depois seguiram para o apartamento do homem.
Gretchen Tower, amiga com quem Mackenzie estava viajando notou seu desaparecimento. Em 7 de novembro a polícia identifica e prende o suspeito, após analisar câmaras de segurança da casa noturna.
Durante o julgamento, o condenado admitiu ter causado a morte da enfermeira, mas alegou que tudo ocorreu de forma acidental durante uma relação sexual. A versão dada pelo réu não convenceu a Justiça diante das provas reunidas pela investigação juntamente com a tentativa de ocultação do crime.
Após a morte da vítima, o homem limpou o apartamento, escondeu o corpo em um armário, comprou uma mala para transportá-lo e alugou um carro para levá-lo até uma área rural próxima ao Lago Balaton, cerca de 150 quilômetros de Budapeste. O corpo foi enterrado em uma cova rasa, em uma região de mata nos arredores da cidade de Szigliget.
Pesquisas na internet e vídeos agravaram o caso
Durante a investigação, a polícia descobriu que o condenado realizou diversas pesquisas na internet antes e depois do crime. Entre elas estavam buscas sobre formas de ocultar um cadáver, como funcionam investigações de desaparecimento em Budapeste, além de pesquisas sobre porcos e javalis consumirem restos humanos.
Segundo informações reveladas durante o julgamento, o homem também gravou vídeos do corpo da vítima antes da tentativa de ocultação, foram encontradas fotografias e objetos relacionados ao crime, incluindo a mala utilizada para transportar o corpo e pertences pessoais de Mackenzie encontrados no apartamento.
Família acompanhou buscas e julgamento
Antes da confissão do acusado, familiares e amigos iniciaram uma campanha nas redes sociais para localizar Mackenzie. O grupo no Facebook intitulado como "Find Mackenzie Michalski" carrega todo o histórico de buscar, desde o desaparecimento até as missas de homenagem.
Os pais da vítima chegaram a viajar dos Estados Unidos para Hungria na esperança de encontrar Mackenzie, mas logo, receberam a notícia de sua morte. Após a sentença, Nicolas Michalski, irmão da vítima elogiou o juiz por ter aplicado uma pena mais longa do que a sugerida pela Promotoria da capital húngara: "O importante é que o assassino seja mantido fora das ruas. Que ele não possa fazer isso com outras pessoas" disse ao The Sun.
Quem era Mackenzie Michalski
Natural de Portland, no estado do Oregon, nos Estados Unidos, Mackenzie Michalski trabalhava como enfermeira e costumava viajar para diferentes países. De acordo com familiares, Budapeste era um de seus destinos favoritos. "Não sendo uma turista comum, Kenzie mergulhava na história e cultura de cada destino, aproveitando ao máximo cada viagem" como informa seu obituário.
Após sua morte, amigos organizaram homenagens e uma vigília à luz de velas na capital húngara, onde familiares lembraram Mackenzie como uma mulher alegre, compassiva e apaixonada por conhecer novos lugares.
"Kenzie será sempre lembrada como uma jovem linda e compassiva que se dedicou a cuidar dos outros e a tornar o mundo um lugar melhor. Como enfermeira praticante, Kenzie usou seu humor, positividade e empatia sem limites para ajudar a curar seus pacientes e encorajar a família e amigos." escreveu uma familiar nas redes.
*Estagiária sob supervisão de Paulo Floro.
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