SAÚDE

Número de casos de ebola pode ser de duas a quatro vezes maior, diz OMS

OMS alerta que casos de ebola na RDC podem ser até quatro vezes maiores que os números oficiais, em meio ao avanço acelerado da doença

Apesar dos esforços de monitoramento, surto de ebola na RDC cresce mais rápido que a capacidade de resposta das autoridades e parceiros internacionais
 -  (crédito: Getty Images)
Apesar dos esforços de monitoramento, surto de ebola na RDC cresce mais rápido que a capacidade de resposta das autoridades e parceiros internacionais - (crédito: Getty Images)

A quantidade de casos de ebola detectados na República Democrática do Congo pode ser de duas a quatro vezes superior às estimativas oficiais, indicou nesta terça-feira (14/7) a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

"Segundo nossas projeções, estimamos que a magnitude da epidemia representa pelo menos de duas a quatro vezes o número de casos registrados", declarou à imprensa Chikwe Ihekweazu, diretor-executivo do Programa de Gestão de Emergências em Saúde da OMS. 

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De acordo com os dados oficiais mais recentes da RDC, mais de 1.960 pessoas foram infectadas e mais de 700 morreram em decorrência do surto de febre hemorrágica, declarado em meados de maio. 

Detectado inicialmente na província nordeste de Ituri, na fronteira com o Sudão do Sul e Uganda, o vírus também se espalhou para as regiões vizinhas de Kivu do Norte, Kivu do Sul, Tshopo e Alto Uele, bem como para Uganda, onde foram registrados 20 casos. 

"Este já é o terceiro maior surto de ebola já registrado, e aquele que apresentou a progressão mais rápida em apenas um mês, entre todos os que já gerenciamos", advertiu Ihekweazu, que acaba de retornar de uma viagem ao leste da RDC. 

Embora a taxa atual de acompanhamento dos casos de contato esteja em quase 80%, o funcionário lamentou que a epidemia continue avançando mais rápido do que os esforços de resposta das autoridades locais e dos parceiros internacionais. 

"Precisamos detectar os casos antes. Precisamos reforçar e acelerar a busca por contatos. Precisamos garantir que os centros de saúde sejam acessíveis, seguros e tenham a confiança das comunidades que atendem", concluiu.

 

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AF
postado em 14/07/2026 09:53 / atualizado em 14/07/2026 09:57
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