
Se tudo correr como planejado, o maior foguete do mundo já tem data e hora para voar. Nesta quinta-feira, 16 de julho, entre 20h45 e 22h15, no horário de Brasília, o Starship será lançado.
O novo lançamento marca uma série de mudanças feitas pela SpaceX, empresa de tecnologia do magnata Elon Musk, depois de falhas no voo 12, que levaram a agência de aviação americana, a FAA, a abrir uma investigação.
Um dos principais problemas foi uma falha no momento de separação entre foguete e a nave, uma manobra conhecida como hot stage. Os motores da Starship são ligados quando ainda está acoplado ao Super heavy, como é chamado o propulsor de primeira etapa da SpaceX. Mas uma pequena diferença no momento em que os motores são ligados modificou a posição que o foguete deveria estar depois da separação, causando um erro de 90 graus na orientação.
Em seguida, o propulsor até tentou ligar os motores para fazer a queima de retorno, mas cinco dos 33 motores Raptor falharam, o que causou o fim prematuro da manobra. O resultado foi uma queda fora da zona de pouso planejada e uma explosão no momento do impacto na água.
Para o nome lançamento, a SpaceX alterou a sequência de acionamento dos motores para garantir que o Super Heavy mantenha a posição correta após a separação. Os engenheiros também modificaram o hardware de propulsão para evitar falhas que ocorreram no voo anterior.
A equipe trocou várias telhas do escudo térmico para testar como a estrutura suporta a pressão do lançamento. Além disso, algumas peças foram pintadas de branco para servirem como alvos visuais. Isso permite que satélites monitorem a integridade da estrutura em tempo real.
Na bagagem, o maior foguete do mundo leva para o espaço 20 satélites funcionais da nova geração do Starlink. Eles devem ser liberados no espaço, abrir painéis solares e antenas e tentar se conectar a rede de internet via comunicação a laser. Seis deles possuem câmeras a bordo, o que deve gerar imagens inéditas do espaço.
O roteiro de voo prevê que a Starship atinja velocidade de 27 mil km/h, libere os satélites e realize uma reentrada controlada no Oceano Índico.

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