O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta sexta-feira (31/7) o governo espanhol pela onda de imigrantes que chegou à cidade de Ceuta nos últimos dias. O republicano utilizou o episódio, classificado por ele como uma “invasão”, para reforçar posições anti imigratórias.
Na rede social The Truth, Trump publicou um vídeo que mostra o desembarque de dezenas de imigrantes no território ocupado pela Espanha na costa do Marrocos e relacionou o caso às posições do partido democrata.
“O que está acontecendo com a Espanha, com dezenas de milhares de imigrantes ilegais invadindo o país, aconteceu nos Estados Unidos durante o governo do Joe Biden, e acontecerá novamente, só que pior, se os democratas voltarem ao poder. Não deixe nosso país ser destruído. Vote republicano e orgulhe-se dos EUA”, declarou.
Os comentários de Trump foram corroborados por demais representantes de Washington nas redes sociais. A conta oficial do Departamento de Estado norte-americano no X criticou a legislação espanhola.
“Este incidente inaceitável é o resultado direto dos esforços deliberados do governo espanhol para possibilitar e facilitar a migração ilegal em massa para a Europa. Estamos considerando ações para defender os americanos em casa e no exterior contra essa ameaça e estamos prontos para auxiliar outros aliados europeus que considerem opções semelhantes”, diz a publicação.
O vice-presidente dos EUA JD Vance também comentou o caso no X. “Graças a Deus o presidente Donald Trump foi eleito e a fronteira do nosso país não parece mais assim. Essas imagens da Espanha são um lembrete infeliz das consequências da migração em massa e das políticas globalistas de esquerda radical que permitiram a invasão do Ocidente”, publicou.
- Leia também: Por que a africana Ceuta é uma cidade espanhola
Ecos na extrema-direita europeia
Assim como Trump, outras figuras da direita utilizaram o caso para pedir leis mais duras contra a imigração. A líder do partido Alternativa para a Alemanha, Alice Weidel, foi às redes para afirmar que “Ceuta ficou em ruínas da noite para o dia” e que os alemães devem se preparar para subsequentes ondas de imigrantes marroquinos.
Na Itália, a primeira-ministra Giorgia Meloni defendeu a exclusão da Espanha da zona europeia de isenção de vistos. A mesma posição foi adotada pelo governo da Finlândia.
Andrej Babis, primeiro-ministro checo e bilionário apoiador de Trump, também criticou a política espanhola de imigração. "Eles estão substituindo espanhóis por imigrantes", afirmou.
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