
Pelo menos oito pessoas morreram nesta quarta-feira (26) em inundações no Nepal, enquanto no vizinho Tibete, no lado chinês, um deslizamento de terra provocou "muitas vítimas", informaram as autoridades e a imprensa oficial.
As imagens divulgadas pela polícia do Nepal mostram a cheia de um rio, que arrasta várias casas em seu percurso no distrito de Rasuwa.
"Até o momento foram recuperados oito corpos. As operações de resgate continuam", disse o porta-voz da polícia nepalesa, Abi Narayan Kafle.
O Exército do país, encravado na cordilheira do Himalaia, anunciou a mobilização de 14 helicópteros e equipes de resgate para apoiar os trabalhos.
"As inundações são grandes e podem ter afetado muitas áreas habitadas", declarou Kafle à AFP. Os danos ainda estão avaliados, acrescentou.
O primeiro-ministro Balendra Shah anunciou que convocou uma reunião urgente da agência responsável pela gestão de desastres. "O trabalho já começou para adotar as medidas necessárias, em coordenação com as equipes médicas, de buscas e da Cruz Vermelha", escreveu o governante em sua conta na rede social X.
A inundação pode ter sido provocada por uma avalanche de gelo "que caiu no rio Lhende, mas a causa exata ainda será determinada", declarou à AFP Qianggong Zhang, cientista do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado da Montanha (ICIMOD), com sede em Katmandu.
No vizinho Tibete, do lado chinês da fronteira, um deslizamento de terra procedente do Nepal deixou "muitas vítimas e desaparecidos no Porto Gyirong", informou o canal público chinês CCTV.
A agência estatal Xinhua acrescentou que o presidente Xi Jinping ordenou "mobilizar todos os recursos" para as operações de resgate, mas não divulgou um balanço de mortos ou feridos.
Xi afirmou que "a tarefa mais urgente é fazer todo o possível para encontrar e resgatar os desaparecidos", assim como "atender rapidamente os feridos e reduzir ao mínimo o número de vítimas", segundo a CCTV.
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