Cerca de cinco mil pessoas que tiveram que deixar suas casas na Ilha de Flores, no leste da Indonésia, após o forte terremoto, ainda aguardam ajuda. O tremor de magnitude 7,7, que ocorreu na última sexta-feira (14), deixou mais de 100 feridos, danificou centenas de casas e edifícios e, até o fechamento desta edição, provocou 53 mortes.
- Leia mais: Delegações dos EUA e do Hamas discutem Gaza com autoridades egípcias
- O bunker da Guerra Fria transformado em apartamentos de luxo para 'sobreviver ao fim do mundo
- A tragédia de Ana María Saavedra, a jovem que perdeu as duas irmãs e os pais no terremoto na Colômbia
Segundo Berton Suar Pelita Panjaitan, porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB), o terremoto foi seguido por 341 réplicas. O tremor provocou queda no fornecimento de energia elétrica, falhas nos serviços de telecomunicações e pelo menos uma estrada ficou bloqueada.
“Precisamos de comida, bebida, medicamentos e fraldas para as crianças”, disse à AFP Umri, morador da aldeia de Nangahale, na costa norte da Ilha de Flores. O homem de 55 anos, que usa apenas um nome, como muitos indonésios, está há mais de um dia abrigado em uma colina por medo de voltar para casa.
Nurhidayati, também de 55 anos, passou a noite no mesmo lugar. "Ainda estou aterrorizada, meu coração dispara quando me lembro do tremor. Subimos para cá ontem; estou com muito medo, traumatizada pelo terremoto de 1992", acrescentou. Flores foi atingida em 1992 por um cismo de magnitude 7,7, que provocou um tsunami e deixou cerca de 2.500 mortos.
Na aldeia de Kisol, Bertolomeus Tiga, de 42 anos, disse à AFP que a sua casa desabou devido ao terremoto. "Ainda não chegou ajuda. O que mais precisamos são produtos básicos. Comida, água, medicamentos", explicou.
“Além da perda de vidas, o terremoto causou danos materiais que paralisaram as atividades diárias dos moradores”, afirmou, ontem, em um comunicado. Também informaram que 101 pessoas ficaram feridas. Segundo o porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres, os sobreviventes precisam, com urgência, de barracas, alimentos, medicamentos, cobertores, camas de campanha, esteiras, água potável e geradores elétricos.
Fathur Rahman, funcionário dos serviços de resgate, disse ontem à AFP que não há relatos de pessoas soterradas ou desaparecidas. “Por enquanto, estamos concentrados nos trabalhos de busca”, afirmou. Berton informou que pelo menos 914 casas sofreram danos graves e centenas foram afetadas de forma mais fraca. Também foram abaladas 93 escolas, 36 centros de saúde e 38 instalações governamentais.
O governo enviou 50 mil pacotes de ajuda, que totalizam 275 toneladas, por região, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ofereceu o apoio dos satélites de observação Copernicus, para auxiliar nos trabalhos de busca e resgate.
América Latina
A Colômbia continua removendo os escombros da destruição causada por um forte terremoto na última segunda-feira (10), com poucas chances de resgatar sobreviventes. O cismo derrubou milhares de casas, edifícios, hotéis e hospitais, matou mais de 290 pessoas e, até o momento, cerca de 300 estão desaparecidas.
Ainda na noite de sábado, oO presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a suspensão temporária de tarifas sobre produtos colombianos. O pedido foi feito como o objetivo de ajudar na recuperação do país sul-americano.
Saiba Mais
-
Flipar Práticas e versáteis, mochilas atravessam a história e ganham diferentes usos; conheça sua origem
-
Mundo Petição pede investigação sobre suposto assédio a ex-professor de Cambridge
-
Flipar Pastas, cremes e patês: opções saborosas para passar no pão e incrementar o lanche
-
Flipar Felinos surpreendem com habilidades e características únicas; veja curiosidades sobre diferentes espécies
