
O papa Leão XIV chegou à França nesta sexta-feira (25) para uma visita de quatro dias, durante a qual, em meio a multidões, abordará os desafios da inteligência artificial, da eutanásia e dos abusos sexuais dentro da Igreja.
Os sinos das igrejas em todo o país começaram a tocar após o avião que transportava o pontífice americano, cuja avó paterna nasceu na França, pousar nos arredores de Paris pouco antes das 8h00 GMT (05h00 no horário de Brasília).
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O presidente Emmanuel Macron e sua esposa Brigitte devem receber o papa de 71 anos, marcando a primeira visita de um líder do Vaticano a Paris desde Bento XVI em setembro de 2008.
As primeiras palavras do líder espiritual dos 1,4 bilhão de católicos estão previstas no Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa, e na Unesco, em um contexto de crescente preocupação com a inteligência artificial.
Macron planeja presenteá-lo, entre outras coisas, com uma reprodução parcial de um dos novos vitrais da Catedral de Notre-Dame e um "fragmento de DNA sintético" no qual foi colocada uma "cópia única" do Evangelho, informou seu gabinete.
Em seguida, a primeira aparição pública do dia acontecerá a bordo do papamóvel, em um percurso de 2,5 quilômetros pelas ruas do centro de Paris até Notre-Dame.
"Estamos muito felizes por estarmos perto dele e compartilharmos nossa alegria com ele", disse Carmen Quintana, uma aposentada de 71 anos e vice-diretora da Irmandade Peruana dos Portadores do Senhor dos Milagres de Paris.
Vigília com jovens
Sua visita a Notre-Dame, onde conduzirá uma oração com líderes religiosos, será a primeira de um papa desde a reconstrução desta joia da arte gótica, já que seu antecessor, Francisco, recusou-se a comparecer à sua grande reinauguração em dezembro de 2024.
O falecido pontífice argentino viajou à França três vezes — para Estrasburgo, Marselha e Ajaccio — mas nunca à capital, nem em visita de Estado.
Assim como na Espanha, em junho, o dia terminará com uma vigília para jovens no icônico Stade de France, ao norte de Paris, onde são esperados 80 mil participantes entre 17 e 35 anos, além de música pop e conversas com Leão XIV.
Esta visita em três etapas (Paris, Lourdes e Metz) mobilizará um grande contingente de 15 mil policiais e gendarmes e custará 27 milhões de euros (aproximadamente 159 milhões de reais).
Além disso, são esperados 17.000 voluntários e 2.500 jornalistas credenciados.
Desde o acolhimento de migrantes até a paz na Europa, o papa abordará uma ampla gama de temas, sete meses antes de uma eleição presidencial muito aberta na França, na qual a extrema direita lidera as pesquisas.
"A chegada do papa me traz paz em um mundo turbulento. Tenho a sensação de que ele pode trazer calma", disse Andrée Estienne, uma aposentada de 76 anos.
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