
A delegação brasileira deixou o plenário da Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (24/9), no momento em que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu subiu no púpito para falar. Os representantes de vários outros países também participaram da debandada.
Este é o terceiro ano consecutivo em que o Brasil adota a medida. Desde 2024, a delegação brasileira deixa o plenário pouco antes da fala de Netanyahu em protesto contra a ofensiva militar de Israel na Palestina e as ações israelenses no Oriente Médio, incluindo o conflito com o Hezbollah no Líbano.
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Segundo o Estadão, a decisão deste ano teria partido do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, na noite anterior ao pronunciamento.
Na ocasião, Netanyahu reagiu à saída dos diplomatas logo no início da fala. O primeiro-ministro chamou de “covardes” os representantes que abandonaram o local e convidou outros críticos que permaneciam no plenário a fazer o mesmo.
Além disso, do lado de fora da sede da ONU, manifestantes protestavam contra a presença de Netanyahu em Nova York. Cerca de 100 pessoas foram detidas, entre elas as atrizes Susan Sarandon e Hannah Einbinder e o comediante Caleb Hearon.
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