
Christa Pike, presa que sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal nos Estados Unidos na semana passada, recuperou a consciência e já consegue falar. A informação foi divulgada pelos advogados da criminosa, nesta terça-feira (6/10).
De acordo com a equipe de defensores públicos, Pike está com graves ferimentos nos braços e permanece algemada à cama, enquanto recebe “cuidados médicos intensivos”.
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Pike foi condenada à morte pela tortura e assassinato de uma colega de classa, em 1995. No dia 30 de setembro, ela sobreviveu a uma tentativa fracassada de execução na Instituição de Segurança Máxima de Riverbend, no Tennessee.
À CNN, os advogados afirmam que a mulher recebeu duas doses de pentobarbital, porém a aplicação incorreta dos catéteres fez com que o medicamento atingisse os tecidos do braço ao invés da corrente sanguínea. Todas as execuções no estado foram suspensas até o fim do ano e o chefe da prisão renunciou ao cargo. Segundo a defesa, as autoridades ignoraram alertas de dificuldade de acesso as veias da condenada.
O uso de injeção letal é o método mais comum no sistema prisional norte-americano. Por temer uma morte dolorosa, Pike já havia solicitado a execução por pelotão de fuzilamento totalmente feminino.
A tentativa de execução de Christa Pike foi a primeira aplicada em uma mulher em mais de 200 anos no Tennessee. Não há registros de outra pessoa que tenha sobrevivido ao uso de medicamentos letais.
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