ESTADOS UNIDOS

Eleições de meio de mandato nos EUA colocam governo Trump à prova

Eleitores vão às urnas em votação que define o controle do Congresso; democratas buscam maioria histórica e republicanos tentam frear novo revés

Eleitores norte-americanos comparecem às urnas para as eleições de meio de mandato, que renovam o Congresso e testam o governo -  (crédito: TIMOTHY A. CLARY / AFP)
Eleitores norte-americanos comparecem às urnas para as eleições de meio de mandato, que renovam o Congresso e testam o governo - (crédito: TIMOTHY A. CLARY / AFP)

Eleitores norte-americanos comparecem às urnas nesta terça-feira (3/11) para renovar cadeiras do Congresso em eleições de meio de mandato. A votação funciona como um referendo sobre o governo do republicano Donald Trump, de 80 anos e em fase final de mandato.

A oposição democrata busca obter maioria na Câmara dos Representantes, que tem 435 vagas, e mira o Senado, onde 35 das 100 cadeiras estão em disputa. Se conquistar ao menos quatro desses postos, o Partido Democrata assume o controle de todo o Legislativo e impõe barreiras à gestão republicana.

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Trump dedicou quase um mês à campanha eleitoral em comícios diários. O pleito se tornou o mais caro da história legislativa, superando 11 bilhões de dólares em gastos. Durante evento na segunda-feira, o governante declarou: "são as eleições de meio de mandato mais importantes de nossas vidas", reforçando anteriormente em entrevista: "só peço a todos que imaginem que meu nome está na cédula".

Índices de descontentamento e projeções eleitorais

O chefe do Executivo atinge o pior índice de popularidade já visto em um presidente em meio de mandato, registrando cerca de 70% de reprovação. O cenário é pressionado por preocupações centrais dos votantes, como o avanço do custo de vida e as condições da economia.

A participação hispânica mostra avanço expressivo: 53% desse eleitorado afirma estar motivado para votar, contra 41% em 2022, de acordo com o centro de estudos Pew. Trump venceu com quase metade desses votos em 2024, mas sua aprovação atual no grupo caiu para 24%.

Projeções da empresa Decision Desk HQ apontam que os democratas devem assumir o Senado por 52 a 48, além de alcançar 241 cadeiras contra 194 republicanas na Câmara. A campanha democrata recebeu forte apoio financeiro e mobilização da ala esquerdista, cujas posições sobre impostos, relação com Israel e polícia migratória geram divergências internas.

Disputas estaduais e reflexos no governo

Com a vitória, a oposição quer abrir investigações contra Trump, familiares e membros da gestão, além de suspender o financiamento bélico no Irã e vetar nomeações oficiais. O republicano, alvo de duas tentativas de impeachment no primeiro mandato, alertou que pode atuar como o "Senhor Veto" para travar iniciativas legislativas rivais.

Os republicanos tentam manter o domínio de pelo menos uma câmara para obrigar acordos em torno do orçamento federal. A votação também define 36 governos estaduais e propostas em referendos, além de testar nomes novos como o democrata James Talarico, candidato com chances de vitória no Texas.

A apuração começa a partir das 18h00 na costa leste (20h00 de Brasília) e a definição total pode levar dias. No Alasca, o governo federal pretende impugnar preventivamente o pleito após os democratas lançarem um candidato com o mesmo nome do concorrente republicano.

Com informações da AFP*

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 03/11/2026 10:09
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