
José Aparecido Freire — presidente do Sistema Fecomércio-DF/Sesc/Senac/Instituto Fecomércio; Vítor Corrêa — diretor regional do Senac-DF
A atuação do Senac-DF em 2025 esteve intimamente ligada ao desenvolvimento econômico e social de Brasília a partir de quatro vetores: (1) geração de oportunidades para pessoas de baixa renda, sobretudo juventude; (2) expansão territorial e do portfólio; (3) inovação do modelo de ensino e das estruturas; e (4) preservação da memória, com estímulo ao turismo.
A missão do Senac-DF de educar para o trabalho fortalece o desenvolvimento das 260 mil empresas de comércio, serviços e turismo, que geram 720 mil empregos formais. No entanto, ainda há desafios importantes na cidade: maiores renda per capta e desigualdade social do Brasil, embora o desemprego tenha atingido o menor índice da série histórica do IBGE: 8%.
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A reversão desse quadro passa por maciço investimento na formação da juventude. No DF, 7,22% da população tem entre 14 e 18 anos, idade central para preparação ao mundo do trabalho. O Senac-DF registrou 29 mil matrículas em 2025, sendo 30,71% nessa faixa etária. Os programas Técnico no Ensino Médio e Jovem Aprendiz bateram recordes e seguirão crescendo.
A desconcentração de unidades é outro fator que gera inclusão produtiva, com qualificação mais perto de casa. Em 2026, mais três RAs terão unidade do Senac-DF: Planaltina, Recanto das Emas e Candangolândia. E já são 210 cursos diferentes, com destaque para aqueles voltados à economia criativa (comunicação, audiovisual, marketing, produção de conteúdo para internet).
A inovação permite que a instituição atue no presente, conectando-se com o futuro do trabalho. Nossos 207 ambientes pedagógicos são tecnológicos, com simuladores e laboratórios. E cada estrutura do Senac-DF transforma realidades locais, como é o caso do Setor Comercial Sul. A nova unidade recebeu 4,6 mil matrículas em 2025 e vem mais uma em 2026, com outras 7 mil matrículas.
Se aprender fazendo é uma realidade no Senac-DF, podemos dizer o mesmo da preparação de nossos alunos nas habilidades socioemocionais. Requisitos comportamentais (71%) já vencem os conhecimentos técnicos (53%) quando as empresas definem os principais critérios para contratação. O modelo pedagógico próprio do Senac, baseado na metodologia ação-reflexão-ação, dá o tom.
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Há, ainda, etapas avançadas que vão além da simulação da prática profissional. Na empresa pedagógica, alunos formados se aperfeiçoam em contexto real de aprendizagem, como acontece no café-escola Senac Casa de Chá e no salão-escola Senac Geração Pro. Teremos, também, uma nova experiência em 2026, com a criação do Centro de Referência em Inovação e Tecnologia, o Crit.
E não para por aí! Sempre respeitando a história, aliada ao método de ensino, o Senac-DF criou o Circuito Cultural de Arte e Educação para incentivar a fruição ensino-aprendizagem a partir de elementos e obras artísticas. Temos escultura de Omar Franco, grafites de Onio e de Paulo Corujito, estátua de Leo Santana e quadros de Ralf Braga, Ricardo Caldeira e Paula Calderón.
E vem muita coisa boa por aí! O ano de 2026, aquele que marca o encerramento deste primeiro ano de gestão do Senac-DF, reserva realizações para Brasília. O início de duas obras promete revolucionar a educação profissional e tecnológica: (1) o maior Centro de Educação Profissional do Senac-DF, na BR-020, em Planaltina; e (2) a novíssima edificação na unidade própria mais antiga da instituição, localizada na 703/903 Sul.
O nosso crescimento em apenas seis anos foi de 83,12%, saindo de 4,5 milhões de horas-aula executadas, em 2019, para 8,4 milhões, agora em 2025. É por essas e outras que frisamos: seguiremos sonhando e sonhando alto para realizar, sempre inspirados pela ousadia da epopeia da construção de Brasília e de seu significado para a história do Brasil.
E a melhor expressão desses sonhos está estampada no Planejamento Estratégico do Senac-DF para os ciclos 2026-2030 e 2030-2034, com compromissos traçados para que a instituição consolide a referência regional em educação profissional e tecnológica e contribua ainda mais para desenvolvimento da capital, sendo um de seus pilares econômicos e sociais.
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