
Brasília vive um momento especial no esporte. Medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e de prata e ouro no Mundial de Atletismo em Tóquio-2025, Caio Bonfim vai parar Brasília, amanhã, no Mundial de Marcha Atlético por Equipes. Durante a semana, uma série de seis matérias do nosso repórter Victor Parrini mostrou como a capital do país virou um dos maiores centros de formação da modalidade no Brasil e no mundo graças ao trabalho do casal de treinadores João e Gianetti Sena, em Sobradinho; e Ademir Francelino, no Gama. Merecem aplausos!
Os três comandam nove atletas da Seleção Brasileira. Todos convocados para o evento na Esplanada dos Ministérios: Caio Bonfim, Gabriela Muniz, Max Santos, Elianay Barbosa, Diego Lima, Klabert França, Lucas Mazzo e Mariana Dias Santos treinam no Centro de Atletismo de Sobradinho (Caso). Gabriela Beatriz é cria da Associação de Corredores do Gama (Corgama). Temos o passado, o presente e o futuro entre 333 marchadores de 40 países diferentes no nosso cartão postal.
No ano passado, gravamos o podcast CB.Esportes com Caio Bonfim no estúdio do Correio. Um frase dele sobre como virou o jogo contra o preconceito nos impactou: "O dia em que eu escolhi ser marchador, eu escolhi ser xingado. Em Brasília, o xingamento era sempre com buzina e grito. O som da buzina mudou. Essa é a medalha que não está nas prateleiras. Eu treino ali no Parque Jequitibá. Eu entendo que a marcha atlética não chama tanto a atenção, mas nós queríamos respeito. O poder da medalha gera reconhecimento. Hoje, eles pensam diferente: 'Esse cara não está brincando de rebolar. O Mundial em Brasília é o símbolo disso tudo'", disse Caio em um desabafo emocionante.
Marchamos pela causa de Caio Bonfim e arremessamos com as mãos do brasiliense Gui Santos na NBA, a liga profissional de basquete dos Estados Unidos. O ala-pivô de 23 anos tornou-se o quarto jogador brasileiro a marcar 30 ou mais pontos em um jogo da temporada regular. Anotou 31 no mês passado na vitória do Golden State Warriors contra o Brooklyn Nets. Igualou os feitos de Nenê, Leandrinho e Anderson Varejão. Protagonizou noite de Stephen Curry no Chase Center, em San Francisco. O superastro estava lesionado e ele assumiu a responsabilidade.
Gui inspira jovens talentos do Brasília Basquete, do Cerrado e de tantos projetos espalhados pelo quadrado. O heptacampeão Golden State não faz uma campanha dos sonhos, mas assegurou acesso ao Play-in — uma repescagem para avançar aos playoffs. Portanto, olho na evolução do nosso camisa 15.
Para terminar, vou trocar os pés pelas mãos. O DF e o Entorno estão em contagem regressiva para a convocação final da Seleção para a Copa no Canadá, Estados Unidos e no México. Podemos ter dois brasilienses na lista pela primeira vez desde 2010, quando Lúcio era o capitão e Kaká vestiu a camisa 10. Os dois conquistaram o penta em 2002. Destaques do último amistoso, Endrick e Igor Thiago são candidatos a figurar no grupo do Carletto. O centroavante do Brenford é vice-artilheiro do Campeonato Inglês com 19 gols, três atrás de Haaland (Manchester City).
Ambos causam divisão. Endrick nasceu em Taguatinga e foi criado no Valparaíso. O Gama é o berço de Igor Thiago, mas ele cresceu na Cidade Ocidental. Há disputa na fronteira! Times do Entorno disputam o Candangão desde 1996. Goianos ou candangos? Isso é de menos. São brasileiros. Torcemos Caio Bomfim, Gui Santos, Endrick, Igor Thiago e por novos pratas da casa.
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