ARTIGO

Presente de Paul

Paul McCartney subiu ao palco e presenteou os nubentes Taylor Swift e Travis Kelce e convidados com a interpretação de I want to hold your hand.

Ainda criança, morando em Barreiras, no interior da Bahia, tinha como uma das diversões preferidas ouvir os programas musicais da Rádio Nacional do Rio de Janeiro e o serviço de alto-falante da Praça Duque de Caxias, pomposamente chamado de Rádio Educadora, que tocava sucessos de cantores e cantoras da era de ouro do rádio. 

Fã de Ângela Maria, me recordo da eterna rainha do rádio cantando Fósforo queimado, samba-canção composto por Paulo Menezes, Milton Legey e Roberto Lamego, e outros sucessos da época interpretados por Emilinha Borba, Marlene, Dalva de Oliveira, Francisco Alves, Cauby Peixoto, Jorge Goulart e Nelson Gonçalves.

Quando vim morar em Brasília, em 1963, passei a sintonizar o programa que Galeb Baufaker apresentava na Rádio Alvorada. Foi nessa emissora onde tomei conhecimento de I want to hold your hand, o primeiro sucesso dos Beatles, composto por John Lennon e Paul McCartney. A canção fazia uma espécie de lançamento mundial da banda inglesa, surgida em Liverpool no começo da década de 1960.

Recentemente, algo me chamou a atenção ao ler matéria sobre o casamento da cantora Taylor Swift e Travis Kelce, jogador de futebol americano, no Madison Square Garden, em Nova York. Refiro-me ao fato de Paul McCartney subir ao palco e presentear os nubentes e convidados com a interpretação de I want to hold your hand. Ele não cantava ao vivo o primeiro sucesso dos Beatles desde setembro de 1964.

Beatlemaníaco, desses de colecionar LPs, CDs, camisetas, fotos e outros objetos relacionados à mais importante banda da história do pop-rock de todos os tempos, de vez em quando ouço um dos discos ou vejo algum vídeo. O que sempre me traz prazer.

Tem mais: assisti a todos os concertos de Paul McCartney no Brasil, desde o primeiro, em 21 de abril de 1990, no Maracanã — com abertura da saudosa Rita Lee —, como os realizados em São Paulo, em 3 de dezembro de 1993, no Anhembi; e, obviamente, os que foram apresentados em Brasília, em 21 de abril de 1990 e 30  e dezembro de 2023.

Estava, também, entre os espectadores que superlotaram o Auditório Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães em 11 de dezembro de 2011, para ver a performance de Ringo Starr, baterista dos Beatles, que surpreendeu a plateia, exibindo sua faceta de cantor.

Quando fui a Londres, em 2019, estive na Abbey Road, rua onde há o edifício em que foi gravado o LP homônimo.  Recentemente, na cobertura do prédio foi inaugurado o museu da banda, que, certamente, vai passar a fazer parte da agenda dos turistas que visitarem a capital britânica.

Aproveitei e estiquei até Liverpool. Ali, fiz questão de conhecer todos os locais que trazem referência aos Beatles. Estive no Complexo Beatles History, museu que guarda fotos, objetos e vídeos que relatam a trajetória do grupo; assisti a shows de duas bandas cover, no mítico Cavern Club, onde o quarteto fez algo em torno de 300 apresentações antes da fama.

Fui à região do Pier Head, às margens do Rio Mersey, onde está instalado, desde 2015, um gigantesco monumento, criação do arquiteto Andy Edwards; e, claro, participei do imperdível Magical Mystery Tour, passeio pelos endereços que remetem a locais que fazem parte da história de John, Paul, George e Ringo, como, por  exemplo onde cada um deles morou.

 

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