CPI DA COVID-19

Governista, senador Marcos Rogério admite excesso em nota das Forças Armadas

"As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às Instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro", diz nota divulgada pelo Ministério da Defesa depois de Omar Aziz afirmar que "membros do lado podre das Forças Armadas estão envolvidos com falcatrua dentro do governo"

Sarah Teófilo
postado em 09/07/2021 11:41 / atualizado em 09/07/2021 11:42
 (crédito: Waldemir Barreto/Agencia Senado)
(crédito: Waldemir Barreto/Agencia Senado)

A nota das Forças Armadas enviada em resposta ao presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, Omar Aziz (PSD-AM), não foi bem vista nem pela base governista. O senador Marcos Rogério (DEM-RO), que integra a linha de frente de defesa ao governo na comissão, admitiu, nesta sexta-feira (9/7), que houve excesso na resposta dos militares, assinada pelo ministro da Defesa, Braga Netto, e os comandantes das três Forças (Aeronáutica, Exército e Marinha).

“Acho que poderia ter sido evitado”, disse o senador. Ele evitou criticar de forma dura a nota, afirmando que Omar Aziz errou nas primeiras ponderações, mas que, depois, se corrigiu. Na última quarta-feira (7), o senador do Amazonas afirmou que “membros do lado podre das Forças Armadas estão envolvidos com falcatrua dentro do governo”. Depois, deu um passo para trás, dizendo que não estava generalizando, e elogiou o trabalho dos militares.

Marcos Rogério frisou sua defesa do papel das Forças Armadas, e disse ter “profundo respeito” por elas. De acordo com ele, uma coisa é investigar membros das Forças, ou do governo, e outra é fazer ataques às instituições. “Do mesmo jeito que eu não acho adequado fazer ataques à instituição Senado Federal, também não acho adequado fazer ataques à instituição Forças Armadas, que tem um papel de destaque na nação brasileira”, disse.

O senador, então, pontuou: “Embora eu respeite o papel das Forças Armadas, acho que talvez eles tenham levado em consideração apenas a primeira parte da fala do presidente Omar, que, no calor dos fatos ali, acabou se manifestando de uma maneira inadequada. Mas não acho que seria para uma reação dessa proporção se tivessem considerado, justamente, o ajuste na fala que ele próprio fez”, afirmou. E completou: “Acho que houve um pouco de valor exacerbado ou excesso de lado a lado”.

A nota

A nota assinada por Braga Neto e os comandantes da Marinha, Almir Garnier Santos; do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira; e da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior, afirma que a narrativa do senador, "afastada dos fatos, atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável".

“As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às Instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”, diz o documento, que foi compartilhado pelo presidente Jair Bolsonaro pelas redes sociais.

 

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