Protesto

Manifestantes do MTST ocupam Bolsa de Valores em São Paulo

Grupo protesta contra a desigualdade social e culpa o presidente Jair Bolsonaro pela crise econômica. Eles também gritam palavras de ordem contra banqueiros e bilionários

Israel Medeiros
postado em 23/09/2021 15:03 / atualizado em 23/09/2021 15:09
 (crédito: Divulgação/MTST)
(crédito: Divulgação/MTST)

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) ocupou a sede da Bolsa de Valores de São Paulo em um protesto contra a fome e o desemprego no início da tarde desta quinta-feira (23/9). A ação é apoiada por partidos de esquerda e por outros movimentos sociais.

Os integrantes gritam palavras de ordem e culpam o presidente Jair Bolsonaro pela grave crise financeira que atinge o país, com a alta inflação que tem levado de volta milhares à pobreza.

Manifestantes argumentam que, enquanto a pobreza aumenta no país, os bancos tiveram lucros recordes e que houve aumento de grandes fortunas, com o surgimento de 42 novos bilionários no Brasil — em uma referência à lista da revista Forbes.

“Ocupamos a Bolsa de Valores de São Paulo, maior símbolo da especulação e da desigualdade social. Enquanto as empresas lucram, o povo passa fome e o trabalho é cada vez mais precário. Quem segura o Bolsonaro lá são os donos do Mercado!”, disse o grupo em uma rede social.

O protesto vem em um momento em que o país bate recordes de inflação. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país teve o pior mês de agosto em 21 anos, com alta de 0,87%.

Com isso, aliado à expectativa do fim do auxílio emergencial, a tendência é que o número de brasileiros abaixo da linha da pobreza aumente consideravelmente até o próximo ano, já que as ofertas de trabalho também diminuíram com a crise.

O índice de desemprego, segundo o IBGE, também é alto: 14,1% estão desocupados, o que representa 14,4 milhões de desempregados. A estatística considera todos aqueles com idade acima de 14 anos que tentam encontrar trabalho.

O Correio entrou em contato com a B3, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto.

Matéria em atualização

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