COVID-19

"Não vim me aborrecer", diz Bolsonaro no Guarujá ao ser lembrado das 600 mil mortes

Presidente alegou ainda que não pode ser chamado de negacionista, pois o governo desembolsou verbas para vacinas. "Só em dezembro, em Medida Provisória, foi um 'checão' de R$ 20 bilhões para tomar a vacina"

Ingrid Soares
postado em 11/10/2021 15:47 / atualizado em 11/10/2021 16:06
 (crédito: Evaristo Sa/AFP)
(crédito: Evaristo Sa/AFP)

O presidente Jair Bolsonaro foi questionado nesta segunda-feira (11/10) sobre as mais de 600 mil mortes no país por covid-19. Em conversa com apoiadores no Guarujá, em São Paulo, o chefe do Executivo respondeu que não foi ao local para se aborrecer. Ele passa o feriado prolongado no Forte dos Andradas, acompanhado dos filhos, o vereador Carlos e Laura.

"Qual país não morreu gente? Qual país não morreu gente? Qual país não morreu gente? Responda! Deixa de… Olha, não vim me aborrecer aqui, por favor", rebateu. "Isso aí", ovacionaram bolsonaristas que ouviam a conversa. 

Bolsonaro disse ainda que não pode ser chamado de negacionista, pois o governo desembolsou verbas para vacinas. "Não me chame de negacionista porque, só em dezembro, em Medida Provisória, foi um 'checão' de R$ 20 bilhões para tomar a vacina", alegou.

O Brasil chegou, no último dia 8, à trágica marca de 600 mil mortes pela covid-19. Esse número foi alcançado pouco mais de três meses e meio depois de cravar meio milhão de vidas perdidas. No período mais crítico da pandemia, o país chegou a registrar mais de 4 mil óbitos por dia.

Entre os erros cometidos pelo governo e apontados por especialistas em meio à pandemia estão a negação da gravidade da situação e da doença, o atraso na compra de vacinas e o desestímulo de medidas básicas, como o uso de máscara.

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