ELEIÇÕES 2022

Decisão sobre "Comunidades" do WhatsApp é global, afirma Fábio Faria

Representantes do Meta se reuniram com Bolsonaro e com o ministro das Comunicações para falar sobre atualização do WhatsApp nesta quarta-feira (27/4)

Deborah Hana Cardoso
postado em 27/04/2022 12:44 / atualizado em 27/04/2022 15:06
 (crédito:  PixaBay/Reprodução)
(crédito: PixaBay/Reprodução)

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse, em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (27/4), que a decisão do Meta, controladora do WhatsApp Brasil, sobre a atualização que permite “Comunidades” ser postergada para depois do segundo turno das eleições não tem a ver com um pedido vindo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas, sim, faz parte de uma decisão global.

“Todas as mudanças que ocorreram no WhatsApp no Brasil foram globais”, disse, dando a entender que a decisão não estaria atrelada diretamente às eleições brasileiras.

Em nota divulgada à imprensa nesta quarta-feira (27/4), o Meta informou que teve um encontro com Bolsonaro. "Como parte de seu diálogo constante com as autoridades dos países em que atua, o WhatsApp participou hoje de uma reunião com o Governo brasileiro para fornecer mais informações sobre o recurso Comunidades e os planos da empresa para sua implementação no país", informa o texto, e continua: "De acordo com o calendário já divulgado, a implementação da funcionalidade no Brasil ocorrerá somente após o período eleitoral".

Polêmica

A polêmica veio após uma reunião do Meta com o TSE para parceria contra notícias falsas nas eleições e que supostamente teria adiado a atualização apenas no Brasil. O presidente Jair Bolsonaro (PL) teceu críticas sobre o acordo durante uma motociata em São Paulo, ressaltando que o suposto atraso apenas no Brasil seria "inadmissível e inaceitável".

"Se eles [do WhatsApp] podem fazer um acordo desses com o TSE, podem fazer comigo também, por que não? Pode fazer com você, pode fazer com qualquer um. No Brasil, ou um produto está aberto a todo mundo ou tem restrição para todo mundo", disse Bolsonaro no último dia 16.

Fábio Fária disse hoje que o atual governo é “liberal”, e que não poderia haver uma interferência entre o público e o privado.

O Meta se comprometeu com o TSE sobre a disseminação de desinformação em massa, como a “foto de um candidato e o número de outro” durante a eleição e que essas mensagens “seriam apagadas se identificadas pela plataforma”, afirmou.

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