Caso Daniel Silveira

Bolsonaro reclama de pena, mas admite que Silveira falou "coisas absurdas"

"Eu não quero peitar o STF, dizer que eu sou o mais importante, que tem mais coragem, longe disso", ponderou Bolsonaro. Segundo ele, contudo, não caberia a mais ninguém no Brasil "desfazer essa injustiça" contra o deputado

Deborah Hana Cardoso
postado em 29/04/2022 12:45 / atualizado em 29/04/2022 12:45
 (crédito: Reprodução/Instagram@ depdanielsilveira)
(crédito: Reprodução/Instagram@ depdanielsilveira)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu, nesta sexta-feira (29/4), os “excessos” na fala de Daniel Silveira (PTB-RJ) contra o Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, por mais que o deputado tenha falado coisas absurdas, “ninguém discute isso, que foram coisas absurdas”, a pena não poderia ser a que o STF deu ao parlamentar: 8 anos e 9 meses de regime fechado, perda de mandato, inelegibilidade e multa.

Silveira foi condenado no inquérito dos atos antidemocráticos por ameaça às instituições e a membros da Corte — Alexandre de Moraes e Edson Facchin. “Não se discute se houve excesso pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou Bolsonaro, em entrevista à rádio Metrópole, de Cuiabá (MT).

“O que é um indulto ou graça? Se o cara cometeu um crime hediondo, não tem perdão ou graça para ele. O caso da graça está previsto na Constituição, privativo ao presidente da República, quando acontece injustiça, excesso ou questão humanitária”, justificou.

Ainda segundo Bolsonaro, não caberia a mais ninguém no Brasil “desfazer essa injustiça” contra Silveira. “Eu não quero peitar o STF, dizer que eu sou o mais importante, que tem mais coragem, longe disso”, ponderou.

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