Minas e Energia

Privatização da Petrobras não está no radar do Congresso, diz Pacheco

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco acredita que a decisão deve ser tomada com diálogo e participação da sociedade pelo fato de a empresa se tratar de um ativo nacional

Correio Braziliense
postado em 12/05/2022 14:17 / atualizado em 12/05/2022 15:01
 (crédito:  Pedro Gontijo/Senado Federal)
(crédito: Pedro Gontijo/Senado Federal)

Após reunião com os secretários da Fazenda dos estados, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), explicou que a privatização da Petrobras não “está no radar” do Congresso. O assunto do encontro foi a alta dos combustíveis e soluções para conter o avanço dos preços. O senador ainda defendeu um encontro com os governadores para debater o assunto.

"Em relação a esse tema, eu já disse outras vezes e reitero [a importância] dos estudos, o aprofundamento de modelos e de possibilidades. Eu acho importante que tenhamos um estudo aprofundado sobre possibilidades relativamente à Petrobras, mas não considero que esteja no radar ou na mesa de discussão, neste momento, a privatização da empresa porque o momento é muito ruim para isso", afirmou o presidente do Senado.

A ponderação foi feita em razão do anúncio público do novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, nesta quinta-feira (12/5). Ele decidiu pedir estudos ao governo sobre a eventual privatização da Petrobras e da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) — responsável pela gestão dos contratos da União no pré-sal. Segundo o novo titular da pasta, o presidente Jair Bolsonaro (PL) deu o aval.

Pacheco acredita que a privatização da estatal precisará de muito diálogo, com participação da sociedade civil, por se tratar de um ativo nacional e que, portanto, deve ser valorizado.

"Essa definitivamente não é uma solução de curto prazo, não se tem compreensão nem se é uma solução de médio e longo prazos. Estudos podem ser feitos, é o papel do ministro fazer todos os estudos necessários. Mas entre o estudo e a realidade de concretização disso há uma distância muito longa e da qual o Congresso Nacional não se apartará. Não é uma medida rápida de ser tomada."

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