Lembro-me, de passagem, de alguns outros, como Fernando Collor de Mello, João Baptista Figueiredo e Lula da Silva, o meliante de São Bernardo. Mas absolutamente nenhum deles alcança o amigão do Queiroz na arte da verborragia tosca.
De cada 10 palavras que profere, o devoto da cloroquina mente em sete, e as outras três são palavrões. Liturgia é algo que Bolsonaro jamais ouviu falar, dicção não é seu forte, e vocabulário, então, é mercadoria rara naquela caixa oca que lhe separa as orelhas.
Estou exagerando? Bem, mostrem-me uma fala do dito-cujo em sentido contrário. Mostrem-me uma mensagem positiva, do bem. Mostrem-me uma fala inteligível, com sujeito, verbo e predicado, não entremeada por ataques, grosserias e piadas ofensivas.
O patriarca do clã das rachadinhas assimilou, ou melhor, no jargão popular, a partir da brincadeira com Galvão Bueno e Tino Marcos durante as transmissões esportivas da Globo, "sentiu". Sim, o “mito” sentiu! Chame-o de tudo, menos de “tchutchuca do Centrão”.
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Fui um dos primeiros na chamada grande imprensa, senão o primeiro — pesquisem na internet para ver se digo a verdade!! —, a chamar o maridão da “Micheque” de “tchutchuca do Centrão”. Estou me vangloriando? Sim, ué. Irritar Bolsonaro é digno de elogio, hehe.
Recentemente, após o episódio com o youtuber, quando voou na jugular de um rapaz em Brasília, tentando roubar-lhe o celular, o apelido voltou com tudo e, ao que parece, o mestre em apelidar e em ironizar os outros não gostou, pegou ar, apelou.
Nesta terça-feira (30/8), durante uma entrevista coletiva em Brasília, o presidente ouviu de um repórter a seguinte questão: “a história de tchutchuca surgiu justamente dessa aproximação com o Centrão”. Pronto! O valentão surtou. Ficou fulo da vida.
Daí, virou para o jornalista e lhe cobrou: “O quê? Tchutchuca do centrão? Você não tem classe para fazer uma pergunta, não?”. Em seguida, resmungou algumas palavras e abandonou a entrevista. Hahaha… Bolsonaro cobrando classe de alguém?!?
Ele é do tipo adolescentão mimado, birrento. Sempre que contrariado, principalmente quando por mulheres, dá piti e sai xingando. Haja vista o recente episódio infame com a jornalista Vera Magalhães, durante o debate eleitoral na Band.
O bilontra adora fazer piadinha com nordestino, negro, gay, mas não aguenta um simples “tchutchuca” na fuça. Talvez por saber que é isso mesmo, um carneirinho sentado no colo de Valdemar Costa Neto, Ciro Nogueira e Arthur Lira.
Os bolsonáticos adoram repetir certos bordões. Um deles é: “aceita, que dói menos”. Pois é. Alô, tchutchuca do Centrão, popularmente chamada de Jair Messias Bolsonaro, aceita, que dói menos.
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