PROTESTOS BOLSONARISTAS

Praça da Liberdade fica vazia e apoiadores se reúnem próximo ao exército

Eleitores de Jair Bolsonaro rejeitam a derrota do nas urnas desde o último domingo, quando Lula venceu o segundo turno das eleições com 60 milhões se votos

Estado de Minas
postado em 02/11/2022 14:24
 (crédito: Túlio Santos/ EM/ D.A Press)
(crédito: Túlio Santos/ EM/ D.A Press)

Um dos eventos organizados nos grupos bolsonaristas de Belo Horizonte, previsto para acontecer na Praça da Liberdade, na região Centro-Sul da capital mineira, ficou vazio na manhã desta quarta-feira (2/11). Cerca de 1 hora após o horário marcado, cerca de 20 apoiadores se encontravam no local.

Enquanto isso, na avenida Raja Gabaglia, na Região Oeste, milhares de bolsonaristas se reuniram próximo a Companhia de Comando da 4ª Região Militar, assim como acontece em outras cidades do país.

Os protestos questionam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2022. Aos gritos, eles pedem por "intervenção federal".

Interdições nas rodovias

Nas estradas, caminhoneiros fazem centenas de bloqueios e interdições parciais desde a noite de domingo (30/10). De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), até a noite de ontem 190 interdições continuavam em vigor, divididas em 19 estados brasileiros, sendo Minas Gerais com 20 e Santa Catarina com 36.

Declaração de Bolsonaro

Nessa terça-feira (1/11), Bolsonaro falou pela primeira vez após o resultado do segundo turno da eleição de 2022, no qual o presidente mencionou os protestos nas estradas brasileiras.

"Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedades, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir", afirmou.

Decisão do STF

Na segunda-feira (31/11) o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a desobstrução das estradas pelos apoiadores. A decisão do órgão, inicialmente determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, foi validada pela maioria durante um plenário virtual convocado pela ministra Rosa Weber na madrugada de terça-feira.

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