CONGRESSO NACIONAL

Sessão em homenagem ao MST tem elogios de Lira e tumulto de bolsonaristas

Na Câmara, deputados e militantes celebraram os 40 anos do movimento .Ato contou com a presença de ministros do governo

Depois da sessão solene pelos 40 anos do MST, dirigentes do movimento, parlamentares e sem-terra posam para foto em frente ao Congresso Nacional -  (crédito: Evandro Éboli/CB/D.A. Press)
Depois da sessão solene pelos 40 anos do MST, dirigentes do movimento, parlamentares e sem-terra posam para foto em frente ao Congresso Nacional - (crédito: Evandro Éboli/CB/D.A. Press)
postado em 28/02/2024 13:00 / atualizado em 28/02/2024 14:08

A sessão solene pelos 40 anos de criação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST, na manhã desta quarta-feira (28/2), no plenário da Câmara dos Deputados, foi marcada pela presença de ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, por discurso elogioso do presidente Arthur Lira (PP-AL) à entidade, mas também por tumulto causado por parlamentares bolsonaristas, que atacaram os sem-terra.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS), que integra a Mesa da Câmara, presidiu a sessão e, na abertura do ato, leu discurso de Lira. O presidente da casa elogiou o MST, disse que o movimento fortalece a democracia e atua no combate às injustiças sociais.

"O MST tem empunhado bandeiras que merecem atenção inquestionável da sociedade e do Estado, sua militância tem sido combativa e exitosa na tarefa de questionar o desmazelo em relação à dignidade e aos direitos humanos dos trabalhadores rurais. No que se refere aos rumos da produção rural e as concepções tradicionais de propriedade, o MST tornou-se um interlocutor que não pode ser alijado das discussões políticas que visam a redefinir paradigmas e objetivos fundados na nossa Constituição", são trechos do discurso de Lira lidos pela petista.

Presentes na sessão, o ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) e a ministra Sônia Guajajara (Povos Indígenas) discursaram e elogiaram as ações do MST ao longo dessas quatro décadas.
Deputados bolsonaristas pressionaram para discursar e tumultuaram. Ex-ministro do Meio Ambiente, no governo passado, o deputado Ricardo Salles (PL-SP) fez provocações e disse que a CPI que investigou o movimento, em 2023, concluiu que há corrupção e pressão contra os sem-terra por parte de sua direção. Os integrantes do movimento que acompanham o ato o vaiaram e viraram as costas para o parlamentar.

O ambiente ficou mais tumultuado quando o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), no seu discurso fez duros ataques e disse que os dirigentes do movimento vivem em apartamentos de luxo. No final de seu discurso, os deputados Marcon (PT-RS) e Valmir Assunção (PT-BA) bateram boca com o bolsonarista.

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