Diplomacia

Chefe do governo espanhol se encontrará com Lula e Pacheco em Brasília

Pedro Sánchez cumprirá agenda em Brasília na próxima quarta-feira (6/3); entre os temas, o espanhol deve tratar da conclusão do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia

A expectativa é de que, durante o encontro com Lula, Sánchez trate da conclusão do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia -  (crédito: Borja Puig de la Bellacasa/AFP)
A expectativa é de que, durante o encontro com Lula, Sánchez trate da conclusão do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia - (crédito: Borja Puig de la Bellacasa/AFP)
postado em 01/03/2024 19:15 / atualizado em 02/03/2024 23:03

O presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, visitará o Senado na próxima semana, aproveitando a viagem oficial ao Brasil para se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele será recebido pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Ambos os encontros estão previstos para a próxima quarta-feira (6/3). Sánchez e Lula conversaram por telefone, em novembro do ano passado, sobre a necessidade de que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia seja concluído.

Lula declarou em dezembro, durante a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, que tinha “um sonho” de que o acordo fosse fechado ainda durante seu mandato.

“Confesso a vocês que eu tinha um sonho de que na minha presidência e na do companheiro Pedro Sánchez a gente pudesse concluir (o acordo) da forma majestosa que eu achei que poderia ser feito e que eu achava que a gente merecia”, declarou o presidente brasileiro.

Em 27 de março, será a vez do presidente da França Emmanuel Macron. A reunião deve passar pelo tema de livre comércio entre os blocos europeu e sul-americano. O francês é contrário ao acordo articulado pelo Brasil e, entre os pontos de discordância, está a exigência aos setores industrial e agrícola que poderão ser exigidos da França.

Macron, atualmente, representa o maior entrave para a conclusão do acordo. Em janeiro, o presidente francês pediu à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que o bloco europeu deixasse a negociação com o Mercosul. Para ele, o tratado seria “antiquado” e “mal remendado”.

Negociado desde 1999, o acordo entre os blocos econômicos concluiu a primeira etapa dos diálogos em 2019 e, desde então, a articulação se encontra na fase de revisão. Exigências adicionais entre as partes têm contribuído também para a demora.

Gostou da matéria? Escolha como acompanhar as principais notícias do Correio:
Ícone do whatsapp
Ícone do telegram

Dê a sua opinião! O Correio tem um espaço na edição impressa para publicar a opinião dos leitores pelo e-mail sredat.df@dabr.com.br

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação