O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (29/08), em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte, que se os Estados Unidos quiserem negociar o tarifaço, o "Lulinha paz e amor estará de volta". Segundo o presidente, o problema é Donald Trump.
"Eu a vida inteira negociei, eu fazia greve de manhã e negociava de tarde, fazia de tarde, negociava no outro dia. Eu não tenho problema de negociar. O problema é que você não tem interlocutor". Segundo ele, no dia em que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, iria sentar para negociar com os EUA, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atrapalhou.
"Na semana passada, o secretário do Tesouro americano tinha uma audiência por telefone com o ministro Fernando Haddad às 4 horas da tarde. Ele suspendeu a reunião com Fernando Haddad e foi atender o Eduardo Bolsonaro , que foi contar mentira para ele lá nos Estados Unidos", afirmou Lula. Segundo ele, "o Brasil não pode ser tratado como moleque".
"A gente não pode aceitar que um deputado federal, como o filho dele (Eduardo Bolsonaro) que ficava enrolado na bandeira brasileira para dizer que era patriota, agora está enrolado na bandeira americana denunciando o Brasil, denunciiando o Brasil, pedindo intervenção no Brasil", criticou o presidente, referindo-se ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
Mas o presidente disse que não vai "ficar chorando" e que uma das estratégias do Brasil vai ser a busca por novos compradores. Em outubro, Lula disse que vai visitar onze países da Ásia em busca de novos parceiros comerciais para o Brasil.
Saiba Mais
-
Política Ministros de Lula alfinetam Zema: "lacração na internet"
-
Política Pacheco manda indireta para Zema: ‘Pessoas não podem ser guinchadas’
-
Política Sob pressão, Celso Sabino nega saída do Turismo e mantém agenda no Pará
-
Política Lula diz que vídeo de Nikolas sobre Pix buscava "defender o crime organizado"
-
Política PGR rejeita PF dentro da casa de Bolsonaro, mas defende vigilância externa com câmeras
-
Política Lula diz que não vai assistir ao julgamento de Bolsonaro: "Tenho coisa melhor pra fazer"
