TARIFAÇO

Autoridades reagem ao fim do tarifaço dos EUA: "Brasil Soberano"

Medida impacta produtos como carne bovina, café, cacau em pó e frutas, como abacaxi, mamão, laranja, limão e goiaba

Lula durante cerimônia de assinatura da medida provisória
Lula durante cerimônia de assinatura da medida provisória "Brasil Soberano" - (crédito: Ricardo Stuckert / PR)

Após meses de negociação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retirada da tarifa adicional de 40% para produtos brasileiros. A decisão do republicano cita conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas também é fundada em interesses da Casa Branca, porque o governo estadunidense enfrenta uma disputa contra a inflação no país. Ação impacta produtos como carne bovina, café, cacau em pó e frutas, como abacaxi, mamão, laranja, limão e goiaba. 

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A medida foi comemorada por figuras políticas, principalmente aliados do governo Lula, que lembraram a campanha pela soberania nacional feita após o anúncio do tarifaço.

Nas redes sociais, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, elogiou o trabalho do petista. "Desde o primeiro momento ele se manteve firme diante dos ataques à nossa soberania, mobilizou a sociedade e contou com o trabalho de uma grande equipe de negociadores", escreveu. Ela citou ainda o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que chamou de "traidores da pátria", além do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que acusou de ter comemorado a medida de Trump em desfavor do Brasil.

O presidente do PT, Edinho Silva, elogiou o trabalho do colega do governo federal e disse que aqueles que "conspiraram" contra o país vão enfrentar a Justiça em algum momento. "Quem se dá o respeito, tem o respeito do mundo. Lula não se curvou, mostrou altivez ao mundo e à nossa soberania", escreveu. "Quem conspira contra o próprio país, como fez a elite política brasileira, que incentivou o tarifaço do governo Trump, terá que se explicar em algum momento à Justiça brasileira, e ao povo brasileiro, já que isso é inaceitável". 

 

Líder do partido na Câmara, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) destacou os impactos da retirada para a economia brasileira. "A medida fortalece o setor produtivo primário e secundário do nosso país, reduz custos e amplia a competitividade dos nossos produtores, com impacto relevante na agropecuária, Petrobras e Embraer", declarou. O parlamentar afirmou ainda que a ação de Trump mostra que o Brasil tem uma "política externa responsável" e sem "bravatas que queimavam pontes e de discursos que prejudicavam nossos exportadores". 

 

O ministro da saúde, Alexandre Padilha, também comemorou a medida e agradeceu ao trabalho de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do ministro da Fazenda Fernando Haddad e do Itamaraty. 

A notícia também foi comemorada por parlamentares da base do governo. O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que atuou no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pasta chefiada por Alckmin, elogiou o trabalho do colega. "Sob a liderança do vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, as negociações foram conduzidas com competência e firmeza. Houve diálogo, estratégia e defesa real dos interesses nacionais", declarou. O senador Humberto Costa (PT-PE) classificou a ação como uma "vitória do diálogo". 

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Também nas redes sociais, o presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Marcelo Freixo, comemorou a medida, mas salientou que o trabalho deve continuar. "Precisamos garantir que esse tipo de distorção seja definitivamente superado", escreveu. 

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postado em 20/11/2025 21:49 / atualizado em 20/11/2025 21:49
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