CASO MASTER

Ministro do caso Master tem metade das agendas com o Centrão

Jhonatan de Jesus prioriza encontros com políticos e lideranças de Roraima, estado em que fez carreira como deputado

Ministro do TCU responsável pelo caso do Banco Master tem relação próxima a políticos do centrão e autoridades de Roraima -  (crédito: Reprodução/Câmara dos Deputados)
Ministro do TCU responsável pelo caso do Banco Master tem relação próxima a políticos do centrão e autoridades de Roraima - (crédito: Reprodução/Câmara dos Deputados)

A agenda do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus, responsável pelo processo sobre o Banco Master, revela que ele dedica grande parte de sua agenda a encontros com políticos do centrão e representantes de Roraima.

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Entre março de 2023 e dezembro de 2025, foram registradas 47 reuniões públicas e 132 sessões no TCU. Dessas reuniões, 24 envolveram deputados, senadores e dirigentes de órgãos ligados ao Centrão, como FNDE e Codevasf. A contagem exclui encontros com a diretoria do Senado e o consultor-geral da Câmara, de acordo com levantamento feito pelo Estadão.

A relação próxima com figuras políticas ainda é evidenciada por encontros com ministros e representantes do governo, como Sílvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos, Celso Sabino, ex-ministro do Turismo, Renan Filho, ministro dos Transportes, e André de Paula, ministro da Pesca.

No TCU, Jhonatan questionou a liquidação do Banco Master, decisão tomada pelo Banco Central em novembro de 2024. A medida é interpretada como possível pressão para rever a decisão. Nesta sexta-feira (2/1), a Corte vai inspecionar a decisão do BC de liquidar o Master, em despacho assinado pelo presidente Vital do Rêgo.

O deputado federal Bacelar (PL-BA) foi determinante para que o caso chegasse ao Supremo Tribunal Federal (STF). Documentos ligados a um negócio imobiliário envolvendo o parlamentar foram encontrados em endereços de Daniel Vorcaro, dono do banco. Como Bacelar tem foro privilegiado, o caso saiu da primeira instância.

O TCU investiga se o Banco Central tomou as medidas adequadas antes de autorizar a liquidação do Master, após indícios de venda de carteiras de crédito consignado de R$ 12,2 bilhões ao Banco de Brasília sem a devida checagem dos ativos.

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postado em 02/01/2026 20:20 / atualizado em 02/01/2026 21:26
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