
O presidente do PT no Distrito Federal, Guilherme Sigmaringa, afirmou que o ato organizado pelo partido sobre o 8 de Janeiro, nesta quinta-feira, na Praça dos Três Poderes, tem como foco a defesa da democracia, a preservação da memória dos ataques às sedes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário e o reforço do compromisso institucional para que episódios semelhantes não se repitam.
Em entrevista às jornalistas Ana Maria Campos e Mariana Niederaurer, no Podcast do Correio, Sigmaringa ressaltou que a data possui significado central para a história recente do país e exige reflexão permanente. Ele destacou que o episódio não pode ser tratado como um fato isolado e afirmou que houve sinais prévios de instabilidade antes da invasão às instituições. "Não foi algo espontâneo, foi um processo articulado, com acontecimentos anteriores que já indicavam o risco", disse.
O dirigente relembrou atos de violência registrados em Brasília após o resultado das eleições, incluindo tentativas de invasão a prédios públicos e ações que colocaram em risco a segurança da população. Para ele, esses episódios demonstraram que houve uma escalada que culminou no 8 de Janeiro.
Ao abordar o impacto local, Sigmaringa frisou o sentimento vivido pelos moradores do DF. "Para além da questão institucional, era a nossa cidade que estava sendo atacada", afirmou. Ele explicou que os prédios atingidos fazem parte do cotidiano da população e simbolizam não apenas o poder político, mas a própria identidade de Brasília.
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De acordo com o presidente do PT/DF, o ato previsto para esta quinta-feira terá caráter suprapartidário e reunirá representantes de diferentes forças políticas comprometidas com a democracia.
Sigmaringa afirmou que todos os chefes de Poder e lideranças institucionais foram convidados para o encontro. "Essa não é uma pauta de um campo político específico, é uma agenda de quem defende a Constituição e a ordem democrática", declarou.
Ele também comentou o contexto político atual, marcado por tensões entre instituições e pelo início do período pré-eleitoral. Para Sigmaringa, as disputas políticas não devem se sobrepor à defesa do regime democrático. "Sem democracia, não existe debate político, não existe divergência legítima", lembrou.
Na entrevista, Sigmaringa mencionou, ainda, o julgamento e a condenação dos envolvidos na tentativa de ruptura institucional e criticou iniciativas que buscam anistiar os responsáveis. Segundo ele, o ato desta quinta-feira também será um espaço para reafirmar a posição contrária a qualquer forma de perdão coletivo. "Houve crimes graves e eles precisam ser tratados dentro da lei", afirmou.
Ao final, o presidente do PT/DF destacou que marcar a data é uma forma de fortalecer a vigilância democrática. "Não se trata de celebrar, mas de lembrar, para que nunca mais aconteça", concluiu.
*Estagiária sob a supervisão de Cida Barbosa
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