
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou nesta quarta-feira (7/1) a demora ao receber atendimento médico após bater a cabeça em um acidente, em 2024, ao anunciar a construção de uma rede de hospitais inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Lula destacou que, mesmo sendo presidente, e com a gravidade da lesão, teve que esperar três horas e pegar um voo para São Paulo para ser atendido, e defendeu a instalação de um hospital inteligente em Brasília.
“Imediatamente, os médicos ficaram todos apavorados e disseram que eu tinha que ir para São Paulo urgente. Eu estava na capital do país, e disseram que eu tinha que ir para São Paulo urgente para fazer o tratamento. Não tinha nem o avião presidencial aqui”, disse Lula em solenidade fechada no Planalto.
“Eu tive que esperar nessa emergência três horas no hospital, e depois viajar mais uma hora e meia de avião. Quando eu cheguei no hospital, da equipe médica, dos quatro que estavam lá, dois estavam chorando porque achavam que eu poderia ter entrado em coma dentro do avião”, acrescentou.
Lula sofreu um acidente doméstico em outubro de 2024, após escorregar no banheiro do Palácio da Alvorada e bater a cabeça. Em dezembro, ele passou mal como consequência do acidente, e precisou passar por um procedimento de emergência para drenar uma hemorragia no crânio.
Ele comentou o caso ao anunciar a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), que contará com UTIs e hospitais de alta tecnologia, usando ferramentas como a Inteligência Artificial (IA).
“Então, eu espero que esses anúncios que estamos fazendo aqui, de coisa inteligente, que a gente coloque uma coisa inteligente em Brasília, porque, se isso aconteceu com o presidente, imagina com o coitado do povo”, enfatizou.
Lula cobra entrega
Durante a cerimônia, Lula também cobrou que as obras sejam finalizadas o quanto antes, e pediu aos seus auxiliares uma previsão. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as UTIs inteligentes devem entrar em funcionamento ainda neste ano. Já o primeiro hospital inteligente, que será construído do zero, em São Paulo, deve demorar de três a quatro anos para ficar pronto.
Além de Lula e Padilha, também participaram do anúncio o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e a ex-presidente da República e atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), Dilma Rousseff. O chamado “Banco dos Brics” fez um aporte de R$ 1,7 bilhão para a construção do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).

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