
Por Luiz Felipe
A Polícia Federal (PF) abrirá um inquérito para apurar se influenciadores foram procurados para gravar conteúdos difamatórios contra o Banco Central (BC) e em defesa do Banco Master. Alguns dos influenciadores que denunciaram as ofertas são Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite, que afirmam ter recebido propostas para postarem conteúdos sobre a liquidação do Banco Master, realizada pelo BC no ano passado.
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Ao g1, o diretor-geral da PF confirmou a abertura do inquérito. De acordo com os jornalistas Malu Gaspar e Johanns Eller, documentos revelam que os contratos para os influenciadores chegavam a R$ 2 milhões. As cláusulas do "projeto DV", que pode ser uma referência ao banqueiro Daniel Vorcaro, previam sigilo absoluto e que fosse mantida a aparência de um movimento orgânico nas redes sociais dos criadores de conteúdo.
Os pagamentos variavam conforme o perfil e a quantidade de seguidores. No contato inicial, os influenciadores eram convidados a participar de um projeto que envolvia a gestão de crise de um executivo.
Informações sobre a identidade desse executivo só seriam reveladas após a assinatura de um acordo de confidencialidade. De acordo com outros influenciadores que avançaram na discussão do contrato, o contratante era a Agência Mithi.
Liquidação
A liquidação do Banco está em discussão no Legislativo e no Judiaciário. O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, afirmou que uma eventual reversão da liquidação do Banco Master não é competência da Corte de Contas, mas do Supremo Tribunal Federal (STF)..
Vital do Rêgo ressaltou ainda que não existem informações suficientes para afirmar se a liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central em 18 novembro, foi precipitada.
Senador aciona PGR
Na terça-feira (6/1), o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou, uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a apuração da conduta do ministro Jhonatan de Jesus, ex-deputado federal de Roraima pelo Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Ele renunciou ao mandato, em março de 2023, para assumir o cargo no Tribunal e se tornar o mais novo ministro da Corte de Contas.
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