
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou nesta sexta-feira (9/1) a aprovação do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia (UE) pela maioria dos países europeus, mais um passo em direção à assinatura do tratado.
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Segundo o líder petista, a medida foi “uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”. A expectativa é que o texto seja assinado na próxima semana, no Paraguai.
“Dia histórico para o multilateralismo. Após 25 anos de negociação, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-União Europeia, um dos maiores tratados de livre comércio do mundo”, escreveu Lula em suas redes sociais.
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Ele destacou que o tratado inclui 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22,4 trilhões. O acordo foi aprovado pela maioria dos 27 países que compõem a União Europeia, mas ainda precisa da ratificação do Parlamento Europeu.
Dia histórico para o multilateralismo. Após 25 anos de negociação, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-União Europeia, um dos maiores tratados de livre comércio do mundo. A decisão chancelada pelo lado europeu une dois blocos que, juntos, somam 718 milhões de pessoas e um PIB de…
— Lula (@LulaOficial) January 9, 2026
“Em um cenário internacional de crescente protecionismo e unilateralismo, o acordo é uma sinalização em favor do comércio internacional como fator para o crescimento econômico, com benefícios para os dois blocos”, disse ainda o chefe do Executivo.
Adiamento
A assinatura do tratado chegou a ser marcada para 20 de dezembro, quando ocorreu a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em Foz do Iguaçu, mas resistências por parte especialmente da França atrasaram a decisão. Lula chegou a afirmar, publicamente, que o Brasil desistiria do acordo caso ele não fosse ratificado na ocasião.
“O texto amplia alternativas para exportações brasileiras e investimentos produtivos europeus e simplifica regras comerciais para os dois lados. Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”, disse ainda.

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