ELEIÇÕES 2026

Hugo Motta condiciona apoio a Lula a acordos e agenda para a Paraíba

Presidente da Câmara diz que eventual aliança para 2026 dependerá de reciprocidade política e do cenário local

Ao falar do presidente Lula, Motta destacou que alianças políticas são fruto de diálogo e de compromissos mútuos -  (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
Ao falar do presidente Lula, Motta destacou que alianças políticas são fruto de diálogo e de compromissos mútuos - (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que ainda não tomou posição sobre um eventual apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, qualquer decisão estará vinculada a sinais concretos do governo federal e à construção de uma agenda política que contemple as prioridades da Paraíba.

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A declaração foi feita na noite desta segunda-feira (12/1), em João Pessoa, durante um evento que contou com a presença do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano. Na ocasião, foi anunciado o apoio do governo federal às festividades carnavalescas da capital paraibana.

Motta destacou que alianças políticas são fruto de diálogo e de compromissos mútuos. Para o deputado, o apoio a um projeto nacional precisa estar alinhado às necessidades do estado e às parcerias já estabelecidas no plano local.

“A política se constrói com reciprocidade. Nós temos que nessa construção política entender o que vamos ter de apoios e de gestos para decidir quem vamos apoiar”, disse. 

O presidente da Câmara ressaltou ainda que a definição não depende apenas do Palácio do Planalto, mas também do posicionamento do Partido dos Trabalhadores e das articulações regionais do Republicanos. Ele citou a relação política mantida com o governador João Azevêdo e com o vice-governador Lucas Ribeiro como parte desse processo de construção.

Ao comentar o veto do presidente Lula ao projeto que tratava da dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, Motta afirmou encarar o tema “com muita tranquilidade”. Segundo ele, cabe agora ao Congresso Nacional analisar a decisão do Executivo, respeitando as atribuições de cada Poder.

O parlamentar lembrou que a proposta foi amplamente debatida ao longo de 2025 e aprovada por expressiva maioria na Câmara. Para que o veto seja derrubado, serão necessários pelo menos 257 votos dos deputados.

 

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postado em 13/01/2026 10:16 / atualizado em 13/01/2026 10:18
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