ELEIÇÕES 2026

"Não temos o direito de deixar a extrema-direita voltar", diz Gleisi

A titular da SRI anunciou que deixará a pasta para se candidatar ao Senado pelo Paraná. Ao todo, a expectativa é que ao menos 20 dos 38 ministros atuem como palanque de Lula em suas unidades federativas

Gleisi afirmou que deixará o ministério no fim de março -  (crédito: Valdenio Vieira / SEAUD-PR)
Gleisi afirmou que deixará o ministério no fim de março - (crédito: Valdenio Vieira / SEAUD-PR)

Ao comentar movimentações do governo federal nas eleições de outubro, a ministra Gleisi Hoffmann, titular da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem como compromisso não "deixar a extrema-direita voltar a governar esse país".

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O recado, dado nesta quarta-feira (28/1), em um café da manhã com jornalistas, ocorreu em meio à previsão de mudanças ministeriais para que os atuais representantes de pastas — como Gleisi Hoffmann — se candidatem a cargo eletivos no pleito deste ano.

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A titular da SRI, por exemplo, será candidata ao Senado pelo Paraná. Ela afirmou que deixará o ministério no fim de março. A expectativa é que seu cargo seja assumido por Olavo Noleto, atual presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), grupo conhecido como "Conselhão". 

Gleisi também comentou sobre a orientação do presidente Lula de que seus ministros deixem os ministérios para se candidatar em seus respectivos estados. Ao todo, a expectativa é que ao menos 20 dos 38 representantes de pastas atuem como palanque de Lula em suas unidades federativas.

"O presidente Lula tem clareza dessa responsabilidade que ele tem (em não deixar a volta da "extrema-direita"). Por isso, eu acho que numa situação de enfretamento e que está em risco um projeto de manter a nossa democracia, todos têm que entrar em campo (se candidatar), todos têm que vestir a camisa e fazer aquilo que melhor sabem fazer na disputa eleitoral", afirmou a ministra.

Na conversa com jornalistas, Gleisi Hoffmann defendeu ainda a candidatura do titular da Fazenda, Fernando Haddad. Essa bandeira, no entanto, não tem sido levantada pelo ministro, que, embora confirme saída do ministério em fevereiro, se limite a apenas dizer que ajudará na reeleição de Lula.  

 

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postado em 28/01/2026 15:44 / atualizado em 28/01/2026 15:45
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