Congresso

Reunião de líderes: PT e governo colocam fim da escala 6x1 e caso Master como prioridade

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, e o líder do governo José Guimarães defendem prioridade econômica e reforçam discurso de combate ao crime organizado

"Para nós, a votação do fim da escala 6x1 é algo central. Central para o PT, central para o governo", afirmou Lindbergh - (crédito: Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)

Após a reunião de líderes na Câmara dos Deputados, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), e o líder do governo José Guimarães (CE) detalharam as prioridades políticas e legislativas para o início do ano, sinalizando que o primeiro semestre será marcado por disputas em torno da agenda econômica, do combate ao crime organizado e da reorganização interna da Casa.

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Para o PT, a votação que propõe alteração na jornada de trabalho é tratada como eixo central da atuação em 2026. Segundo Lindbergh, o tema é estratégico tanto para o partido quanto para o governo Lula e deve ganhar tração rapidamente. “Para nós, a votação do fim da escala 6x1 é algo central. Central para o PT, central para o governo”, afirmou.

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O parlamentar destacou ainda que já há um projeto em tramitação na Comissão de Trabalho e que a intenção é levá-lo ao plenário com urgência, inclusive com a possibilidade de o Executivo encaminhar uma proposta em regime de urgência constitucional.

Lindbergh também reforçou que pautas econômicas terão protagonismo no discurso governista, citando a isenção do Imposto de Renda, o reajuste do salário mínimo e indicadores como queda do desemprego e aumento da renda. “Esse debate favorece muito o presidente Lula”, avaliou.

No campo das investigações, o líder petista adotou tom duro ao tratar do caso Banco Master. Ele afirmou que o governo não pretende atuar de forma defensiva e classificou o episódio como “a maior fraude bancária da história do país”.

Segundo Lindbergh, a liquidação do banco pelo Banco Central e as investigações conduzidas pela Polícia Federal demonstram a disposição do governo em enfrentar o “andar de cima do crime organizado”. “O que estava acontecendo no Banco Master era inadmissível”, disse, acrescentando que “vai aparecer muita coisa”.

O deputado confirmou apoio à CPI proposta por Rodrigo Rollemberg na Câmara, ressaltando que, embora as CPIs tenham limitações, o Parlamento precisa acompanhar e reforçar as apurações já conduzidas pelos órgãos de controle. Ele também mencionou a pressão política que teria existido para evitar a liquidação do banco e afirmou que o governo optou por “ir por outro caminho”.

Já o líder José Guimarães destacou que a reunião serviu para organizar a pauta até o Carnaval e estabelecer prioridades claras. Segundo ele, a principal delas é a composição das comissões permanentes, com a manutenção da divisão partidária do ano anterior, alterando apenas os nomes indicados. “Essa foi uma proposta do presidente e foi acolhida por todos os líderes”, afirmou.

Na sequência, o foco recai sobre duas medidas provisórias: a MP do Gás do Povo e a MP que trata de crédito extraordinário para o setor rural, além do Vale Gás. Após essa etapa, o governo pretende iniciar o debate da PEC da Segurança Pública, com previsão de apreciação na comissão especial até 23 de fevereiro, conforme calendário acordado com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O líder do governo também ressaltou que o acordo Mercosul–União Europeia é prioridade absoluta e que o Executivo atua para agilizar o envio do texto ao Parlamento. A intenção, segundo ele, é votar o acordo ainda antes do Carnaval, se houver tempo hábil.

Temas como novas CPIs, mudanças de relatoria e projetos mais controversos ficaram fora da discussão imediata. A avaliação entre governistas é de que a agenda já está carregada para as próximas semanas e que outras pautas ficarão para depois do recesso de fevereiro, quando o ambiente político deve se tornar ainda mais sensível com a aproximação do calendário eleitoral.

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postado em 28/01/2026 15:26 / atualizado em 28/01/2026 15:27
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