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Fachin marca almoço com ministros para discutir crise e código de conduta

Presidente do STF voltou mais cedo das férias para dialogar sobre os temas com os outros integrantes da Corte. Reunião está agendada para 12 de fevereiro

Fachin sugeriu criação de comitê para fiscalizar ações policiais -  (crédito: Gustavo Moreno/STF)
Fachin sugeriu criação de comitê para fiscalizar ações policiais - (crédito: Gustavo Moreno/STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, marcou uma reunião para 12 de fevereiro com os outros dez magistrados da Corte para discutir a criação de um código de conduta para os integrantes de tribunais superiores. Ele também pretende dialogar sobre a crise e os desdobramentos do caso do Banco Master. 

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Fachin tenta convencer o relator do caso Master, ministro Dias Toffoli, a retornar os inquéritos para a primeira instância. A estratégia é vista como uma solução menos desgastante no momento. 

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Na Justiça Federal, as apurações corriam em separado em Brasília e em São Paulo. O processo foi parar no Supremo por causa do suposto envolvimento do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), em função da negociação — que não se concretizou — de uma área na Bahia. A decisão de mandar o processo à primeira instância caberá ao próprio Toffoli, porém ele não sinalizou se pretende ou quando poderia remeter o caso.  

As atividades do STF serão retomadas na próxima segunda-feira, em uma sessão solene que marcará a abertura do ano do Judiciário. Embora a pauta da reunião de 12 de fevereiro não tenha sido divulgada, os ministros devem conversar sobre o código de conduta e a crise do Master. O presidente da Corte voltou antecipadamente das férias para manter conversas com todos os colegas sobre os temas. 

Fachin tem conversado com os demais colegas nos bastidores para o planejamento de um código de conduta para os integrantes de tribunais superiores. O tema divide o tribunal. O decano Gilmar Mendes afirmou que não se opõe, mas que também não vê necessidade na criação dessas diretrizes. 

“Eu não sou contra. Se entender que é necessário consolidar… Mas vocês vão ver, nós já temos as regras todas aí. Se quisermos, inclusive, podemos dizer: adota-se o código de ética da magistratura nacional, do CNJ [Código Nacional de Justiça] e ponto final”, disse o decano em evento em dezembro. 

Atuação questionada

O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, rejeitou, na semana passada, um pedido da oposição para afastar o ministro Dias Toffoli das investigações sobre a suposta fraude do Banco Master. O PGR também analisa outras solicitações levadas ao Ministério Público Federal (MPF) sobre a atuação do magistrado. 

A expectativa é que Gonet mantenha a posição — para evitar desgastar a relação com a Suprema Corte. Nos pedidos de afastamnto, além da sequência de recuos em decisões e acusações de interferência na autonomia da Polícia Federal na investigação, é apontada a suposta ligação da família de Toffoli e com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 


 

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postado em 28/01/2026 20:16
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