
O episódio envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) expõe os riscos de um ambiente bancário altamente competitivo que pode estimular práticas de governança mais frágeis, avalia a Fitch Ratings em relatório sobre o setor financeiro em economias emergentes.
Para a agência de classificação de risco, a corrida por escala e participação de mercado pode empurrar instituições menores a assumir riscos além do adequado, enfraquecendo controles internos.
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A Fitch destaca que bancos de pequeno porte, sobretudo os que crescem de forma acelerada, costumam subestimar riscos operacionais e operar com estruturas de treinamento e supervisão aquém do necessário.
"A busca por crescimento e ganho de escala pode levar a um apetite por risco mais agressivo, ao afrouxamento dos controles internos ou a estruturas mais frágeis de governança corporativa", destaca o relatório.
Juros
No caso do Brasil, a Fitch avalia que o ambiente de juros elevados deve continuar pressionando a qualidade dos ativos dos bancos por um período prolongado, aumentando a probabilidade de deterioração da carteira de crédito, sobretudo entre instituições com menor capacidade de absorver perdas.
A agência também aponta que o cenário macroeconômico adiciona desafios adicionais ao setor. A política fiscal restritiva, as incertezas em torno do ciclo eleitoral e a trajetória da dívida pública tendem a agravar as perspectivas financeiras dos bancos brasileiros, elevando o grau de cautela dos investidores em relação ao sistema financeiro do país.

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