Rio de Janeiro

PF abre processo para apurar faltas injustificadas de Eduardo Bolsonaro

Ex-deputado deveria voltar ao cargo de escrivão da Polícia Federal, mas não se apresentou ao serviço público. Ele pode ser demitido pela corporação

Filho de Jair Bolsonaro anunciou no ano passado que iria se licenciar temporariamente do mandato parlamentar para morar nos EUA -  (crédito: Reprodução/YouTube)
Filho de Jair Bolsonaro anunciou no ano passado que iria se licenciar temporariamente do mandato parlamentar para morar nos EUA - (crédito: Reprodução/YouTube)

A Corregedoria da Polícia Federal do Rio de Janeiro abriu um procedimento administrativo para apurar as faltas injustificadas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O caso pode configurar abandono do cargo de escrivão na corporação, pois foi determinado, em 2 de janeiro, que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro retornasse ao serviço após perder o mandato. 

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Eduardo vive nos Estados Unidos desde março de 2025. Caso não se reapresente, poderá ser demitido do serviço público. Ele estava afastado da corporação para exercer o cargo na Câmara dos Deputados. No entanto, em 18 de dezembro de 2025, perdeu a função após 59 faltas não justificadas em sessões deliberativas do plenário. 

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O ex-deputado anunciou no ano passado que iria se licenciar temporariamente do mandato parlamentar para morar nos EUA. Afirmou que o afastamento do país seria para "se dedicar integralmente e buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos". 

Ele é suspeito dos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação. Em novembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) o tornou réu por coação à Justiça. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou uma investigação sobre a atuação do político para incitar o governo dos Estados Unidos a adotar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes no país.

Eduardo é investigado por supostamente atrapalhar o processo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pela Suprema Corte a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. 

O ex-congressista também foi incluído no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), conhecido como o cadastro de devedores do setor público federal, por causa de suas faltas injustificadas na Casa. Em documento apresentado, foi informada uma dívida de R$ 13,9 mil referentes ao mês de março de 2025 — período antes do anúncio da mudança para os EUA.


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postado em 30/01/2026 15:15
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