DIPLOMACIA

Eduardo Bolsonaro critica Lula por vistos nos EUA: 'Mesmo grupo do Irã'

Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Eduardo Bolsonaro disse que o Brasil foi incluído no mesmo grupo de países como Somália, Afeganistão, Irã, Iraque, Nigéria e Iêmen na suspensão anunciada pelo governo norte-americano

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou, na tarde desta quarta-feira (14/1), que a decisão do governo dos Estados Unidos de congelar a emissão de vistos de imigrantes para brasileiros representa um "sinal político grave" e evidencia o que ele chamou de rebaixamento internacional do Brasil sob a atual política externa.

Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Eduardo Bolsonaro disse que o Brasil foi incluído no mesmo grupo de países como Somália, Afeganistão, Irã, Iraque, Nigéria e Iêmen na suspensão anunciada pelo governo norte-americano. Segundo ele, a medida vai além de uma questão burocrática e reflete diretamente os rumos adotados pela diplomacia brasileira.

Na avaliação do ex-deputado federal, que está nos Estados Unidos e perdeu o mandato em dezembro por decisão da Mesa Diretora da Câmara por acúmulo de faltas, a decisão seria consequência das ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do assessor especial para assuntos internacionais Celso Amorim. "É um retrato fiel de onde a diplomacia de Lula e Celso Amorim nos levaram", escreveu.

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Eduardo Bolsonaro também rebateu críticas frequentes ao estilo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificado por adversários como imprevisível. Para ele, Trump "sabe exatamente onde pisa" e tem clareza sobre o papel e a postura de cada liderança internacional, não se deixando influenciar por elogios públicos.

O ex-deputado citou ainda manifestações de autoridades do alto escalão do governo americano que, segundo ele, expõem contradições de países aliados do Ocidente. Na visão de Eduardo Bolsonaro, esse cenário teria levado a uma reação internacional que culminou na inclusão do Brasil ao lado de nações marcadas por conflitos armados, colapso institucional ou corrupção estrutural.

Eduardo Bolsonaro classificou ainda a situação como mais um passo no "rebaixamento internacional do Brasil", afirmando que o país teria deixado de ser respeitado para se tornar “irrelevante, previsível e descartável” no cenário global. Para o ex-deputado, o impacto da política externa adotada pelo atual governo "já começou a chegar".

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