O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, declarou nesta quinta-feira (15/1) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu elevar o combate ao crime organizado ao “status de ação de Estado”, com coordenação maior entre órgãos públicos.
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Lula realizou uma reunião nesta manhã com ministros de Estado, do Supremo Tribunal Federal (STF) e de outros órgãos para alinhar as estratégias de combate às organizações criminosas. Segundo Lima e Silva, o “tamanho do problema” justifica a coordenação entre Poderes.
“Houve uma decisão do presidente da República, compartilhada por todos esses órgãos, de elevar ao status de ação de Estado o combate ao crime organizado. De maneira que a relevância que o crime organizado assumiu neste momento impõe, na visão do presidente e de todos esses atores, a necessidade de uma atuação conjunta”, declarou o ministro a jornalistas após o encontro, no Palácio do Planalto.
“Percebemos que as ações de governo, por mais competentes e determinadas que sejam, para que alcancem um determinado grau de eficácia, precisam da colaboração desses órgãos de Estado, E,obviamente, nenhum desses órgãos faltará ao Brasil nesse combate”, disse ainda.
Participaram do encontro também o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social), o vice-presidente do STF, ministro Alexandre de Moraes, o procurador-Geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, e o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan.
Sintonia
Lima e Silva foi nomeado nesta terça-feira (13) pelo presidente Lula em substituição ao ex-ministro Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo por motivos pessoais. Ele tomará posse ainda hoje em cerimônia fechada.
Na coletiva, o ministro não detalhou quais ações serão adotadas por sua pasta, mas disse que o fará em uma segunda conversa com a imprensa. Porém, destacou que o objetivo do encontro de manhã foi alinhar o apoio às equipes de combate ao crime, como a Polícia Federal e a Receita Federal.
“Em um determinado momento, o Ministério Público precisa entrar, o Judiciário precisa se pronunciar, e ajustar essa sintonia de como isso pode acontecer, como uniformizar esses procedimentos, respeitadas as garantias e respeitada a autonomia de cada um desses órgãos”, afirmou o ministro.
