Uma troca de farpas entre Executivo e o Legislativo ocorreu, nesta sexta-feira (30/1), após a ministra Simone Tebet, titular da pasta do Planejamento e Orçamento, afirmar que "parte do Orçamento foi confiscado e sequestrado" pelo Congresso Nacional.
Esse movimento, segundo a ministra, fez com que parlamentares se tornassem "cada vez mais dependentes do orçamento brasileiro com um objetivo muitas vezes eleitoral, algumas vezes legítimo". As declarações Tebet ocorreram em um evento no Insper, em São Paulo.
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O posicionamento de Simone Tebet foi rebatido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), por meio de uma publicação no X. Segundo ele, "nenhuma instituição" “sequestra” o Orçamento da União.
"O Congresso exerce uma prerrogativa constitucional: debater, emendar e decidir sobre a alocação dos recursos públicos. Isso não é desvio é equilíbrio entre os Poderes. Foi equivocada a declaração da ministra Simone Tebet de que o Congresso sequestra parte do Orçamento. As emendas parlamentares dão voz aos estados, aos municípios e às prioridades reais da população", escreveu.
"Divergências fazem parte da democracia, mas é preciso cuidado com palavras que deslegitimam o papel do Parlamento", emendou.
