América Latina

Lula declara apoio à candidatura de Bachelet para comandar a ONU 

A ex-presidente do Chile foi lançada candidata ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas com apoio do Brasil e do México

A ex-presidente do Chile também ocupou o cargo de alta comissária da ONU para os direitos humanos, e foi a primeira diretora da ONU Mulheres -  (crédito:  Fabrice COFFRINI / AFP)
A ex-presidente do Chile também ocupou o cargo de alta comissária da ONU para os direitos humanos, e foi a primeira diretora da ONU Mulheres - (crédito: Fabrice COFFRINI / AFP)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta segunda-feira (2/2), o apoio do Brasil à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas (ONU). A indicação foi oficializada, hoje, pelo presidente do Chile, Gabriel Boric.

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Nas redes sociais, Lula defendeu que chegou o momento de a ONU ser comandada por uma mulher, e teceu elogios a Bachelet. Ela foi a primeira mulher a presidir o Chile, por duas vezes, e comandou também os ministérios da Saúde e da Defesa de seu país.

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“É com muita honra que o Brasil apoia a candidatura de Michelle Bachelet à secretária-geral da ONU. Em oito décadas de história, é hora de a organização, finalmente, ser comandada por uma mulher”, escreveu o chefe do Executivo . 

“Sua experiência, liderança e compromisso com o multilateralismo a credenciam para conduzir a ONU, em um contexto internacional marcado por conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos”, acrescentou.

Bachelet presidiu o Chile entre 2006 e 2010, e depois entre 2014 e 2018. Até o momento, foi a única mulher a ocupar o cargo. Ela também atuou nas Nações Unidas, sendo a primeira diretora-executiva da ONU Mulheres, e trabalhando como alta comissária da ONU para os direitos humanos.

Representatividade

Lula defendeu, ao longo do ano passado, em eventos internacionais, que os países da América Latina indicassem uma mulher ao cargo, atualmente ocupado pelo português António Guterres. Segundo o presidente Boric, a candidatura foi articulada com Brasil e México.

“Com esse compromisso compartilhado pela defesa da democracia, a governança global, o multilateralismo e os direitos humanos na América Latina, seguimos acreditando em um sistema internacional que pode e deve ser capaz de responder com maior eficácia, legitimidade e humanidade aos  grandes problemas do mundo global", disse o chileno, em coletiva de imprensa, para anunciar a candidatura, nesta segunda.

Há uma regra não oficial de alternância do cargo entre os continentes, nem sempre cumprida. Em 80 anos, apenas um representante da América Latina chefiou a ONU. Além de Bachelet, também pretendem se candidatar a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan e o diplomata argentino Rafael Grossi.

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postado em 02/02/2026 12:14
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