
A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar a tentativa de compra do Banco Master pelo Grupo Fictor em novembro de 2025. O negócio foi suspenso após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro no dia seguinte ao anúncio da aquisição. Neste domingo (1º/2), a Fictor entrou com um pedido de recuperação judicial, que foi aceito pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
O grupo financeiro, que também atua em outros setores como alimentício, energia e infraestrutura, é suspeito de praticar gestão fraudulenta, além de emitir títulos falsos e operar instituição financeira sem autorização. A compra do Master, segundo o próprio Daniel Vorcaro, em depoimento à PF, envolveria a participação de investidores árabes, que ajudariam no aporte inicial de R$ 3 bilhões para salvar o banco.
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No pedido de recuperação judicial, o grupo defende que desde que iniciou operações, ainda em 2007, não havia registrado atrasos de nenhuma natureza nos compromissos financeiros da empresa. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, destaca.
A empresa ainda ressaltou que pretende cumprir todas as obrigações com os credores de uma vez só, que totalizam R$ 4 bilhões. Diante disso, a recuperação judicial seria uma alternativa para que o grupo ganhasse fôlego em relação à situação financeira, já que o processo envolve a suspensão da obrigação com esses compromissos por um prazo determinado.

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