
A Polícia Federal concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta doenças crônicas sob controle clínico e que não há indicação, neste momento, de transferência para atendimento hospitalar. A avaliação consta em laudo médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (6/2), após perícia realizada por uma junta médica da corporação.
De acordo com o documento, Bolsonaro é portador de hipertensão arterial, apneia obstrutiva do sono, obesidade clínica, aterosclerose, doença do refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intra-abdominais, estas últimas associadas a cirurgias anteriores. Apesar das comorbidades, os peritos afirmam que o quadro é estável e compatível com a permanência no ambiente carcerário, desde que sejam adotadas medidas de acompanhamento e prevenção.
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O laudo descarta diagnóstico de depressão, argumento levantado pela defesa em pedidos recentes de flexibilização do regime de custódia. No entanto, os médicos recomendam investigação neurológica complementar, diante de sinais que podem elevar o risco de novos episódios de queda, como histórico de tonturas e uso simultâneo de múltiplos medicamentos.
Entre as recomendações, a PF sugere a adoção de medidas paliativas e provisórias, como a instalação de grades de apoio em corredores e banheiros, além de campainha de emergência ou pânico e dispositivos de monitoramento em tempo real. Também orienta avaliação nutricional, dieta fracionada, atividade física regular e fisioterapia, com foco na prevenção de quedas e na manutenção da mobilidade.
O relatório médico destaca ainda a necessidade de controle rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada, acesso periódico a exames laboratoriais e de imagem e o uso contínuo do aparelho CPAP, indicado para o tratamento da apneia do sono e do ronco.
Segundo os peritos, todas as medidas indicadas podem ser implementadas no sistema prisional, não havendo, até o momento, justificativa clínica para internação hospitalar ou mudança do regime de custódia. A conclusão será agora analisada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos envolvendo o ex-presidente no STF, que deverá decidir sobre eventuais pedidos da defesa com base no laudo técnico.

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