Executivo

Lula cobra do Congresso aprovação da PEC da Segurança

Projeto que define papéis da União e de estados e municípios no combate ao crime deve ser votado em março, pelo Congresso

 Presidente da Rep..blica, Luiz In..cio Lula da Silva, durante cerim..nia de entrega de ambul..ncias do SAMU, equipamentos para unidades de sa..de e equipamentos cir..rgicos no ..mbito do Novo PAC Sa..de. Salvador - BA...Foto: Ricardo Stuckert / PR
     -  (crédito: Ricardo Stuckert / PR)
Presidente da Rep..blica, Luiz In..cio Lula da Silva, durante cerim..nia de entrega de ambul..ncias do SAMU, equipamentos para unidades de sa..de e equipamentos cir..rgicos no ..mbito do Novo PAC Sa..de. Salvador - BA...Foto: Ricardo Stuckert / PR - (crédito: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou, nesta sexta-feira (6/2), a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pelo Congresso Nacional e voltou a dizer que vai criar um novo ministério para cuidar da área. Porém, disse que será preciso "muito dinheiro" e um novo Orçamento para financiar as ações. A fala ocorre em meio a uma articulação da base governista para colocar o projeto em votação até março. O Planalto avalia que o tema da segurança será central para as eleições de outubro, e busca apresentar uma resposta à população o quanto antes, antecipando ataques que sofrerá da oposição.

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"Nós sabemos que segurança pública é um problema no país. Eu estou com a PEC pronta no Congresso Nacional para definir qual é o papel da União na segurança pública. Porque, pela Constituição, a segurança pública é da responsabilidade dos estados. A União cuida da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Se a PEC for aprovada, eu vou criar o Ministério da Segurança Pública, mas vai ter que ter dinheiro para a gente resolver esse negócio", discursou Lula na cerimônia de entrega de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Salvador.

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O governo federal retomou, nesta semana, com a volta dos trabalhos legislativos, a articulação pela PEC, apresentada no ano passado pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski. Na quarta-feira passada, o atual chefe da pasta, Wellington César Lima e Silva, reuniu-se com o relator do texto na Câmara, deputado Mendonça Filho (União-PE). A matéria está em discussão na Comissão Especial e, depois, seguirá para o Plenário. A proposta do governo é criar diretrizes para a ação conjunta entre polícias, órgãos de inteligência e a administração pública, além de fortalecer a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional.

Antes do evento, em entrevista à TV Aratu, de Salvador, Lula enfatizou a necessidade de mais recursos para a segurança. "Na hora em que estiver definido, nós vamos ter que ter um orçamento novo para a segurança pública. Temos que dobrar o número de delegados da PF, muito mais PRF, muito mais uma Guarda Nacional, uma polícia nacional que faça intervenções quando necessário a pedido de um governador", afirmou. Citando a Constituição de 1988, que define a segurança pública como responsabilidade, principalmente, dos estados, o chefe do Executivo afirmou que o cenário mudou, que é necessário haver um papel mais contundente do governo federal no tema. Reconheceu, porém, que há resistência de alguns governadores de oposição, como os de São Paulo, Tarcísio de Freitas; de Goiás, Ronaldo Caiado; e de Minas Gerais, Romeu Zema — todos considerados possíveis adversários de Lula ao Planalto nas eleições de outubro.

"Magnatas da corrupção"

Como exemplo, comentou sobre a Operação Carbono Oculto, que mirou representantes do PCC no sistema financeiro e no setor de combustíveis, e o caso envolvendo fraudes bilionárias no Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro. "Nós chegamos nos magnatas da corrupção", frisou. Porém, Lula defendeu que é preciso mais recursos para que a gestão federal possa atuar na segurança. O Fundo Nacional da Segurança Pública (FNSP) tem apenas R$ 2 bilhões, bem menos do que os gastos estaduais. A Bahia, por exemplo, destinou R$ 6,6 bilhões ao setor em 2024, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. "Se o governo federal vai entrar na questão da segurança pública, nós temos que ter um Orçamento novo, com muito dinheiro", enfatizou o presidente.

Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o tema da segurança será prioridade para o Legislativo neste ano, e a PEC já está no radar. "Logo após o carnaval, avançaremos com a PEC da Segurança Pública, um assunto de extrema preocupação por parte da maioria dos brasileiros", discursou ele, na solenidade de abertura do Ano Legislativo, na segunda-feira passada.

 

 

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postado em 07/02/2026 03:55
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