
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado cancelou as reuniões previstas para esta terça-feira (10/2) e quarta-feira (11), quando seriam ouvidos governadores e secretários de segurança pública. Até o momento, não há previsão para a retomada das oitivas no colegiado do Senado.
Na agenda de hoje, estavam previstos os depoimentos da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), e do secretário de Defesa Social do estado, Alessandro Carvalho de Mattos. Já para a quarta-feira, a comissão havia programado as oitivas do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e do secretário de Segurança Pública fluminense, Victor Cesar Carvalho dos Santos.
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Os convites às autoridades partiram do relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Segundo ele, a participação de governadores e técnicos é considerada fundamental para subsidiar o relatório final da comissão e contribuir para a formulação de propostas legislativas e políticas públicas de alcance nacional.
No caso de Pernambuco, a convocação da governadora foi motivada por indicadores negativos na área da segurança pública. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam o estado entre os que registram maiores índices de mortes violentas intencionais no país. Informações do Mapa da Segurança Pública, do Ministério da Justiça, também indicam que Pernambuco lidera o ranking de homicídios por 100 mil habitantes.
Já o governador Cláudio Castro seria ouvido pela terceira vez na CPI. A oitiva é considerada estratégica em razão da Operação Contenção, que resultou em mais de 100 mortes, e da atuação de facções criminosas, como o Comando Vermelho, no estado. Na semana passada, a comissão já havia cancelado uma sessão por ausência de Castro e do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).
Na ocasião, o governador do Rio alegou compromisso internacional, enquanto Ibaneis foi representado pelo secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar. Como os governadores foram convidados, e não convocados , o comparecimento não é obrigatório.
Até agora, a CPI já ouviu o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho.

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