
A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) afirmou que a criação do Partido dos Trabalhadores (PT) surgiu como uma síntese das lutas sociais e democráticas do Brasil e com o compromisso de construção de um país mais justo, igualitário e soberano.
A declaração foi dada ao Correio, nesta terça-feira (10/2), após sessão solene em homenagem aos 46 anos do partido. O evento aconteceu no Plenário da Câmara dos Deputados e reuniu diversas autoridades, como a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o presidente do PT, Edinho Silva.
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Erika ressaltou que o PT não foi criado a partir de modelos tradicionais importados, mas de uma experiência construída a partir da realidade brasileira. “O PT nasce com uma matriz própria. Ele não nasce repetindo a matriz dos partidos comunistas, nem da social-democracia europeia. Ele nasce como síntese de todas as lutas do povo brasileiro”, afirmou.
Ela destacou que a identidade da legenda foi forjada a partir de diferentes movimentos históricos e sociais. “Ele nasce carregando a luta dos quilombos, de Zumbi, a luta dos operários e operárias, de uma igreja progressista, de intelectuais e de pessoas que enfrentaram a ditadura”, disse.
Erika Kokay disse ainda que o PT surgiu do enfrentamento à naturalização das desigualdades sociais, acrescentando que o partido surgiu para afirmar que essas condições podem e devem ser transformadas. “O PT nasce para desnaturalizar a fome, para desnaturalizar as desigualdades. Um dos instrumentos mais profundos de dominação é fazer com que as injustiças pareçam naturais.”
Para a deputada, a luta pelos direitos dos mais oprimidos é a resposta da longevidade política do partido e sua presença recorrente no comando do Executivo federal. “Por isso estamos fazendo 46 anos e por isso estamos fazendo 46 anos ocupando a Presidência da República”, frisou a parlamentar.

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