Investigação

Master: vazamento de reunião no STF gera nova crise entre os ministros

Integrantes da Suprema Corte avaliam que trechos foram descontextualizados para beneficiar apenas Toffoli. Reunião mudou relatoria do caso Master

Sessão Solene de Abertura do Ano Judiciário de 2026.
Ministro Dias Toffoli. -  (crédito:  Gustavo Moreno/STF.)
Sessão Solene de Abertura do Ano Judiciário de 2026. Ministro Dias Toffoli. - (crédito: Gustavo Moreno/STF.)

A divulgação da transcrição de diálogos entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na reunião fechada dessa quinta-feira (12) — que decidiu pela saída do Dias Toffoli da relatoria da investigação do Banco Master — gerou uma nova crise interna na Corte. Nos bastidores, os integrantes falam em desconfiança extrema e requisitam a apuração de quem seria o responsável pelo vazamento. 

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As transcrições, reveladas pelo Poder 360, causou desconforto entre os magistrados. Na avaliação deles, apenas os trechos favoráveis a Toffoli e descontextualizados foram vazadas. 

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Os diálogos publicados pelo site mostram que sete ministros (Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques) estavam a favor da permanência de Toffoli no caso. Cármen Lúcia e Edson Fachin  se colocaram contra. 

Em seguida, após Dino apontar a gravidade da situação no contexto político, Toffoli se convenceu a abrir mão do inquérito. 

Procurada pelo Correio, a assessoria de imprensa do STF não se manifestou. Ao jornal Folha de S.Paulo, o ministro negou ter registrado e vazado a reunião. "Eu não gravo e não fico relatando conversa de ministros. Não relato conversas pessoais nem institucionais. Nunca gravei uma conversa na minha vida", disse.

Dias Toffoli deixou, ontem, a relatoria da investigação do Banco Master. A medida foi anunciada em uma nota assinada pelos dez integrantes da Corte após uma reunião que durou mais de três horas. O magistrado era alvo de uma série de questionamentos e acusações de suspeição, que se agravaram depois que o relatório da Polícia Federal, entregue pessoalmente ao presidente do STF, Edson Fachin, mostrou as menções ao então relator no celular periciado do banqueiro Daniel Vorcaro. 

No comunicado divulgado pelo STF, os magistrados afirmaram que as decisões anteriores serão mantidas e informaram "não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição". Os integrantes expressaram “total apoio” ao magistrado, “respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento".



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postado em 13/02/2026 18:10
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